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Restos de cocaína nos esgotos tornam salmões hiperativos na Suécia

Exposição a restos de cocaína nos esgotos torna salmões jovens hiperativos na Suécia, aumentando dispersão e vulnerabilidade, sem risco imediato à saúde humana

Salmões expostos à cocaína nadam até 90% mais que o normal
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  • A investigação publicada na Current Biology, citada pelo G1, analisou 105 salmões jovens na Suécia e mostrou efeitos da benzoylecgonina, derivado da cocaína, no peixe.
  • A exposição a resíduos do esgoto humano tornou os salmões hiperativos: nadam 90% mais do que o esperado e dispersam-se mais de 12 quilómetros além das zonas habituais.
  • Esses comportamentos elevam a exposição a predadores e levam a maior gasto de energia, afetando a sobrevivência e a estrutura das populações.
  • O pesquisador Marcus Michelangeli afirma que “para onde os peixes vão determina o que comem, quem os come e como as populações são estruturadas”.
  • Apesar do alerta ecológico, os investigadores garantem que o consumo deste peixe não representa risco para a saúde humana, embora o impacto a longo prazo para a fauna permaneça incerto.

O estudo, publicado na Current Biology e citado pelo jornal G1, revela que restos de cocaína nos esgotos podem deixar salmões hiperativos na Suécia. A pesquisa analisou 105 salmões jovens no país.

Quem participou: investigadores liderados pelo grupo de Marcus Michelangeli, com divulgação de resultados pela imprensa científica e pelo veículo brasileiro. A análise centra-se na benzoylecgonina, derivado da cocaína presente na água.

Quando e onde aconteceu: a pesquisa foi realizada com salmões jovens na Suécia, com dados apresentados em publicação internacional recente e repercutidos por meios de comunicação.

Por que ocorre: resíduos de cocaína não são totalmente filtrados pelas estações de tratamento de águas, passando para o ecossistema aquático. A benzoylecgonina afeta o comportamento dos peixes.

O que foi observado: os salmões expostos ao composto nadam cerca de 90% a mais e percorrem mais de 12 km além das zonas habituais. Isso aumenta a exposição a predadores e o gasto de energia.

Riscos para a fauna: o deslocamento elevado pode alterar a cadeia alimentar e a estrutura populacional das espécies associadas, gerando desequilíbrios ecológicos.

Impacto ambiental

A equipa avisa que, embora não haja risco comprovado para a saúde humana, o efeito a longo prazo sobre a fauna permanece incerto. O estudo sugere a necessidade de melhorar o tratamento de águas residuais.

Riscos para a saúde humana

Investigadores destacam que o consumo do salmão não representa perigo directo à saúde humana, mas reforçam a importância de monitorar contaminantes e impactos ambientais.

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