- Os dois principais aeroportos de Teerão, Imam Khomeini e Mehrabad, reabriram para voos de passageiros.
- A autoridade iraniana de aviação civil anunciou autorização para voos e a retomada em mais dez aeroportos a partir de sábado.
- A imprensa iraniana indicou que Mashhad, Birjand, Gorgan e Zahedan também serão reabertos, com companhias aéreas a preparar voos domésticos e internacionais.
- O Governo de Teerão não confirmou ainda se enviará nova delegação para negociações com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão.
- O reatamento ocorre num contexto de tensões regionais após ataques norte-americanos e israelitas, com o Irão a permitir a retomada de serviços aéreos.
Os dois principais aeroportos de Teerão reabertaram na segunda-feira, após semanas de encerramento provocadas pela ofensiva israelo-americana no final de fevereiro. A autoridade iraniana de aviação civil anunciou a autorização para voos de passageiros no Aeroporto Internacional Imam Khomeini e no Aeroporto de Mehrabad.
A notícia indica ainda que, a partir de sábado, os voos deverão regressar em outras dez plataformas, expandindo a retoma das operações para o país. A recuperação abrange também voos domésticos e internacionais, conforme comunicado citado pela agência Isna.
A estação Press TV refere que Mashhad, Birjand, Gorgan e Zahedan deverão reabrir, com as companhias aéreas a preparar-se para a retoma das ligações. Os planos chegam numa altura de incerteza diplomática sobre novas negociações com os EUA no Paquistão.
Entretanto, Teerão ainda não confirmou oficialmente se enviará uma nova delegação para as conversações que o Paquistão procura reativar. O embaixador iraniano em Islamabad reuniu-se com o ministro paquistanês do Interior para tratar do tema.
Mohsin Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, informou que os preparativos estão concluídos e que foram instalados dispositivos de segurança para delegações estrangeiras. O diplomata iraniano valorizou o papel do Paquistão na região.
A mediação de Islamabad tem como objetivo reduzir a escalada das tensões, que incluiu o ultimato dos EUA para destruir infraestruturas iranianas e a captura de um navio iraniano pela Marinha norte-americana no estreito de Ormuz.
Apesar disso, Teerão não confirmou oficialmente se participará numa nova ronda de negociações. A posição iraniana mantém-se firme quanto ao levantamento do bloqueio marítimo aos portos do país.
A tensão regional resulta de ataques anunciados pelo bloco liderado pelos EUA e por Israel, lançados a 28 de fevereiro, sob a justificativa de desacelerar o programa nuclear iraniano, que o Irão afirma ter fins civis apenas.
O atual contexto envolve retaliacões no estreito de Ormuz e ataques a alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em vários países da região, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
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