- José Luis Puerto, poeta, ensaísta e tradutor espanhol, venceu por unanimidade o Prémio Eduardo Lourenço 2026, anunciado pela Câmara da Guarda.
- O galardão, no valor de 7 500 euros, distingue personalidades ou instituições com intervenção relevante no domínio da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.
- O júri realçou o conhecimento profundo de Puerto da língua e da cultura portuguesas, refletido nas suas traduções de poetas portugueses e na integração de elementos ibéricos na sua poesia.
- Puerto sucede a José Tolentino de Mendonça (2025); natural de La Alberca, tem 73 anos e é também etnógrafo, professor e tradutor de poesia portuguesa.
- A Câmara da Guarda afirma que a obra dele cria uma ponte entre o local e o universal, com influência de Eduardo Lourenço e de escritores como Eugénio de Andrade, Nuno Júdice, Jorge de Sena e Miguel Torga, que traduziu.
O poeta, ensaísta e tradutor espanhol José Luis Puerto venceu, por unanimidade, o Prémio Eduardo Lourenço 2026, anunciou a Câmara da Guarda. A decisão foi tomada nesta segunda-feira.
O júri justificou a escolha pelo conhecimento profundo da língua e da cultura portuguesas, evidenciado nas suas traduções de poetas lusófonos e na integração de elementos ibéricos na poesia, na etnografia e na tradição oral.
O prémio, no valor de 7500 euros, distingue personalidades ou instituições com intervenção relevante na cultura, cidadania e cooperação ibéricas. A edição de 2026 registou candidaturas de elevada qualidade.
Perfil de José Luis Puerto
Natural de La Alberca, na província de Salamanca, tem 73 anos e é escritor, ensaísta, etnógrafo, professor e tradutor da poesia portuguesa contemporânea.
A Câmara da Guarda sublinhou que a obra do premiado estabelece uma ponte entre o local e o universal, inspirado em Eduardo Lourenço e em escritores como Eugénio de Andrade, Nuno Júdice, Jorge de Sena e Miguel Torga, traduzidos para espanhol.
Composição do júri
O júri foi liderado pelo presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, e integrou os vice-reitores das Universidades de Coimbra e de Salamanca, Delfim Leão e Matilde Olarte. Participaram também docentes da Universidade de Salamanca e da Universidade de Coimbra, além de convidados.
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