- A Amnistia Internacional acusa líderes “predadores” de minarem o direito internacional, ao atacarem as fundações do sistema para obter controlo, lucro e impunidade.
- A organização nomeia três líderes como exemplos: Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin.
- A secretária-geral Agnès Callamard diz que vivemos na “era dos cobardes” e que poucos países têm coragem de enfrentar esses líderes.
- O relatório “A situação dos direitos humanos no mundo 2025-26” já não fala apenas de ameaça, mas do desmantelamento do sistema internacional.
- Espanha é apresentada como exemplo de resistência face a estas dinâmicas.
A Amnistia Internacional acusa líderes mundiais de minarem o direito internacional, numa análise presente na edição 2025-26 do relatório sobre a situação dos direitos humanos no mundo. A entidade aponta três líderes como exemplo de atuação predatória: Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin. A organização descreve-os como *bullies* que desafiam as estruturas internacionais com impactos na governança global.
Segundo o documento, estes chefes de Estado visam conquistara controlo, lucro e impunidade, colocando em risco os fundamentos do sistema internacional. A análise sustenta que as ações destes dirigentes desestabilizam acordos, instituições e mecanismos de responsabilização, em benefício próprio ou de aliados próximos.
A publicação foi anunciada esta terça-feira pela Amnistia Internacional, sob a liderança da secretária-geral Agnès Callamard. A ONG sublinha que o atual cenário em que sistemas internacionais enfrentam pressões diversas facilita comportamentos de escalada autoritária, citando Espanha como exemplo de resistência e firmeza no respeito pelo direito internacional.
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