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Ex-autarca de Gaia julgado por assistir a jogos com dinheiro da autarquia

Ex-autarca de Gaia julgado por alegado uso de dinheiros públicos para viagens a jogos da Liga dos Campeões; defesa afirma finalidade institucional

Eduardo Vítor Rodrigues
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  • Eduardo Vítor Rodrigues, ex-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, iniciou julgamento no Tribunal de Gaia por alegados usos de dinheiro público para viagens a jogos da Liga dos Campeões.
  • Estão a ser julgados também Patrocínio Azevedo e Marta Santos, em relação a viagens a dois jogos em 2015 e 2016, em Londres e Bruges.
  • O Ministério Público acusa o município de ter gasto € 15.800 em viagens de terceiros a jogos, considerados de caráter lúdico, não institucional.
  • O ex-autarca sustenta que as comitivas foram institucionais para promover o concelho e não viagens de lazer com amigos ou familiares.
  • Rodrigues afirmou que a gestão pretendia criar redes que pudessem trazer vantagens ao município, defendendo que houve cumprimento de trâmites e lamentando o processo que já dura há anos.

O ex-alcaide de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, está a ser julgado pelo uso de dinheiros públicos para financiar viagens a jogos da Liga dos Campeões. O processo envolve também Patrocínio Azevedo, antigo vice-presidente da Câmara, e Marta Santos, adjunta de Eduardo Vítor. Estão em causa dois jogos disputados pelo Futebol Clube do Porto, em 2015 e 2016, em Londres e Bruges.

Na primeira sessão, o arguido principal explicou, ao longo de várias horas, o funcionamento dos pagamentos relacionados com as viagens, assegurando que a Câmara não financiaría lazer. Defendeu que as deslocações tinham caráter institucional e visavam promover o município, sem indicar comitiva de amigos ou familiares.

Os factos remontam a 2015 e 2016. Segundo a acusação do Ministério Público, o erário público terá ficado prejudicado em 15.800 euros, com despesas autorizadas para viagens de terceiros a dois jogos da Liga dos Campeões. Eduardo Vítor Rodrigues é acusado de dois crimes de peculato e dois de prevaricação.

Julgamento em curso

Eduardo Vítor afirma ter cumprido os trâmites legais e que as viagens serviram para estabelecer redes de contacto úteis ao município, deixando claro que a decisão foi política, não pessoal. O processo prossegue com peritos e testemunhas a serem ouvidas para apurar as responsabilidades individuais dos arguidos.

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