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Cinemateca deve ser ocupada nesta semana por Torre Bela, obsessão persiste

Cinemateca é ocupada esta semana por Torre Bela, mantendo viva a controvérsia em torno do filme de Thomas Harlan e da memória histórica

Um programa de filmes e debates marca a edição em DVD, esta segunda-feira, da nova cópia digital, restaurada, da versão definitiva do filme que Harlan rodou em 1975
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  • A Cinemateca vai ser ocupada esta semana por Torre Bela.
  • A ocupação mantém a obsessão pública em torno do episódio de Torre Bela.
  • Em 2006, o jornalista José Manuel Costa entrevistou Thomas Harlan, que já contava com apoios respiratórios devido à doença.
  • Durante a entrevista, Harlan parecia emergir do momento e do espaço de um filme que, muitos anos antes, foi rodado em Portugal.
  • O texto associa a ação à memória do cinema português e à ligação entre Torre Bela e a história cinematográfica do país.

A Cinemateca recebe, nesta semana, uma ocupação por parte do coletivo Torre Bela, em mais uma etapa de controvérsia pública que persiste há anos. A ação, ainda não detalhada pela organização, surge num momento em que o historial de conflitos em torno do espaço volta a ganhar notoriedade.

Segundo relatos, a ocupação envolve a insistência de Torre Bela em reivindicar espaço para as suas atividades, num cenário em que a gestão da Cinemateca tem sido alvo de críticas e debates sobre preservação, acesso e uso cultural dos arquivos. A mobilização ocorre num contexto de mobilização de atores culturais em torno de instituições ligadas ao património audiovisual português.

Contexto

  • Quando: esta semana, com preparativos já em curso.
  • Onde: Cinemateca, em Portugal.
  • Quem: a parte envolvida é o coletivo Torre Bela, com presença de intervenientes ligados ao espaço cultural.
  • Porquê: a ação insere-se numa linha de protesto/pedido de espaço para atividades associadas ao acervo e à memória histórica do país.

Testemunho histórico

Em 2006, José Manuel Costa descreveu uma entrevista com Thomas Harlan, onde este, embora gravemente doente e com necessidade de apoio respiratório, parecia recuperar e “saltar” para o momento de um filme que havia rodado em Portugal anos antes. A passagem é citada como um marco de resistência criativa associada à memória histórica apresentada pela cinematografia.

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