- Espanha, Brasil e México emitiram uma posição conjunta rejeitando qualquer intervenção militar dos EUA em Cuba e pedem diálogo.
- O comunicado, divulgado à margem da IV Reunião em Defesa da Democracia em Barcelona, afirma que é preciso reforçar os esforços de apoio humanitário a Cuba, citando a crise provocada pelo embargo energético norte‑americano.
- Os líderes Pedro Sánchez, Luiz Inácio Lula da Silva e Cláudia Sheinbaum destacaram a necessidade de respeitar a integridade e a soberania cubanas, e que o povo de Cuba decida o seu futuro em plena liberdade.
- O texto enfatiza evitar ações que agravem as condições de vida da população ou violem o direito internacional, sem mencionar explicitamente os EUA.
- Segundo a imprensa, uma delegação do Departamento de Estado norte‑americano reuniu‑se em Havana com representantes do regime cubano para discutir reformas e a possível restauração da Internet via serviços como Starlink.
O governo de Espanha, o Brasil e o México emitiram uma posição conjunta contra qualquer intervenção militar dos EUA em Cuba. O comunicado foi divulgado na noite de sábado, à margem da IV Reunião em Defesa da Democracia, realizada paralelamente a uma mobilização global de jovens progressistas. Os três países apelam ao diálogo e a uma solução pacífica.
O texto sustenta que é preciso intensificar o apoio humanitário a Cuba para mitigar a crise provocada pelo embargo energético imposto pelos EUA. A declaração ressalva que a população cubana deve ter acesso a alimentos, medicamentos e serviços básicos, sem pressões externas.
O documento, citado pelo El País, não menciona diretamente os EUA, mas reforça a defesa da integridade territorial, da soberania cubana e do direito do povo cubano de definir o próprio futuro em liberdade.
Contexto internacional
Segundo o Axios, uma delegação do Departamento de Estado dos EUA, liderada por Marco Rubio, encontrou-se com representantes de Cuba em Havana na sexta-feira. O encontro ocorreu num momento de descontentamento popular no país.
Os EUA teriam insistido na necessidade de reformas políticas e económicas, além de oferecer apoio para restaurar serviços de Internet na ilha, com propostas baseadas em tecnologias satélite, como o Starlink.
Repercussão e próximos passos
A posição conjunta visa sinalizar neutralidade e apoio a vias diplomáticas. Não há menção a sanções adicionais por parte dos países signatários. A prioridade é evitar ações que agravem a crise humanitária sem violar o direito internacional.
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