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Castas viajantes: a identidade portuguesa no mundo

As castas portuguesas expandem-se pelo mundo, com Touriga Nacional e Alvarinho a entrar em regiões tradicionais como Bordéus, podendo redefinir castas autorizadas

Já houve um tempo em que as vinhas portuguesas recebiam de braços abertos as castas que vinham de fora.
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  • Em Bordéus, no sudoeste de França, pode ser possível abrir uma garrafa com castas portuguesas como Touriga Nacional ou Alvarinho daqui a cinco anos, no âmbito de um ensaio para enfrentar alterações climáticas.
  • Para manter a autenticidade local, pode ser necessário introduzir variedades estrangeiras na lista de castas autorizadas na região, mesmo sendo uma das mais valorizadas do mundo.
  • A vinha nasceu na Europa e, a partir do século XIX, as castas francesas dominaram vinhas no Novo Mundo, acompanhando fluxos migratórios.
  • Em Portugal, a partir dos anos oitenta houve substituição de castas autóctones por internacionais, como Alicante Bouschet e Syrah, hoje presentes em vinhos com denominação de origem protegida.
  • Globalmente, várias castas portuguesas já são reconhecidas: Touriga Nacional chegou à Austrália e à África do Sul; Verdelho, Sousão e Baga aparecem no Brasil, Chile e EUA, expandindo o espaço das castas históricas.

Dentro de alguns anos pode estar ao alcance abrir uma garrafa da região demarcada de Bordéus com as castas Touriga Nacional ou Alvarinho. Num dos teatros vitivinícolas mais valorizados do mundo, estas variedades portuguesas participam de um ensaio sobre mudanças climáticas, com resultados esperados em cinco anos.

Este estudo visa responder a como adaptar vinhos específicos às alterações climáticas, preservando o perfil único de regiões como Bordéus. Para manter a autenticidade, pode ser necessária a inclusão de variedades estrangeiras na lista de castas autorizadas.

A vinha nasceu na Europa e, à medida que se viajava, expandiu-se para outros continentes, excluindo a Antártida. As varas percorriam os caminhos da migração, plantadas onde as condições eram adequadas para uma cultura de vinha pouco exigente.

No século XIX, com o impulso do vinho no “Novo Mundo”, as castas francesas dominaram plantações em EUA, Chile, Austrália e Nova Zelândia. Em Portugal, o crescimento foi impulsionado por mudanças de vinha nos anos 80, com substituição de castas autóctones por variedades internacionais.

Algumas castas portuguesas, como Alicante Bouschet e Syrah, encontraram condições para produzir vinhos de elevada qualidade e já figuram entre as aptas para denominação de origem protegida. A presença de portuguesas ganhou reforço internacional.

Antes do ensaio francês, já várias castas tinham reconhecimento internacional. Touriga Nacional chegou à Austrália e à África do Sul com os colonizadores. Verdelho, Sousão e Baga já se espalham pelo Brasil, Chile e EUA.

Num momento de viragem para o setor, as castas portuguesas assumem cada vez mais protagonismo no panorama mundial. Algumas destacam-se por mérito próprio, ganhando espaço em vinhas de todo o mundo.

Contexto histórico das castas

A história das castas viajantes mostra a sua capacidade de adaptação e de resposta a mercados globais. O intercâmbio entre regiões ajudou a moldar perfis de vinho, com impacto crescente de variedades portuguesas.

Contributo de Portugal

Portugal acelerou a internacionalização das suas castas a partir dos anos 80, com substituição de várias vinhas tradicionais por variedades consideradas internacionais. O objetivo foi reforçar a visibilidade e a comercialização internacional.

Perspetivas atuais

O estudo em Bordéus pretende contribuir para a discussão sobre identidade e ajuste climático. Os resultados devem influenciar decisões de regulação de castas na região e moldar o futuro dos vinhos de referência.

Quinado

Vinho clássico com infusão de quinina, popular no Brasil e em antigas colónias africanas. Tradicionalmente nasce de uma base de vinho do Porto e era usado por vias terapêuticas para malária, febre e apetite.

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