- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o país está numa fase de transição para acordos permanentes após a entrada em vigor de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah.
- Aoun disse que o Líbano já não é uma arena para guerras de terceiros e que o governo reconquistou o poder de decisão pela primeira vez em quase meio século.
- O presidente defendeu negociações próprias, garantido que o Líbano não renuncia aos seus direitos nem à soberania, e que o país não será mais apenas um peão no jogo regional.
- O cessar-fogo ocorreu após Trump anunciar a trégua e constituiu-se num contexto de negociações diretas entre o Líbano e Israel, com participação de mediadores como a Arábia Saudita.
- O Hezbollah, apoiado pelo Irão, permanece como parte central do conflito histórico entre os dois países, que já provocou milhares de mortos, deslocados e várias crises internas no Líbano.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o país entrou numa “nova fase” de acordos permanentes, após a entrada em vigor de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah. O discurso ocorreu num contexto de tensões prolongadas na região.
Aoun disse ao povo libanês que o Líbano não é mais uma arena para guerras de terceiros e destacou que o governo recuperou o poder de decisão nacional pela primeira vez em quase meio século. O país tem sido dividido entre quem vê negociações como caminho para a estabilidade e quem rejeita acordos que envolvam o Hezbollah.
No cenário regional, o Hezbollah, apoiado pelo Irão, declarou ações de represália quando o conflito estalou em março. Israel respondeu com ataques aéreos e uma ofensiva terrestre que causou fatalidades, deslocamentos e danos significativos no Líbano.
Contexto do cessar-fogo
O cessar-fogo foi anunciado pelos EUA, após negociações que envolveram representantes libaneses e israelenses em Washington, marcando o primeiro encontro direto entre os dois países desde o início do conflito. O acordo ocorreu apesar das divergências internas no Líbano.
Aoun enfatizou que as negociações com Israel não significam cedências de soberania nem renúncias de direitos nacionais, assegurando que o objetivo é pôr termo à agressão e restabelecer a autoridade estatal sobre todo o território, com retorno de prisioneiros e de deslocados.
Desdobramentos políticos no Líbano
Desde a tomada de posse de Aoun e do primeiro-ministro Nawaf Salam, Beirute tem impulsionado decisões que restringem as atividades militares do Hezbollah. O governo já tinha indicado a intenção de desarmar o grupo, após acordos anteriores de cessar-fogo.
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