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Médico nega responsabilidade na morte de Maradona em tribunal

O neurocirurgião Leopoldo Luque afirmou inocência no julgamento pela morte de Diego Maradona, citando diagnóstico de insuficiência cardíaca com cardiomiopatia dilatada

Maradona
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  • O médico pessoal de Diego Maradona, Leopoldo Luque, afirmou em tribunal ser inocente, no julgamento que investiga a morte do ídolo argentino em 2020, em San Isidro.
  • O conjunto de sete profissionais de saúde é acusado de homicídio com dolo eventual e nega responsabilidade, apontando para a divisão de funções no processo.
  • Luque explicou que a autópsia mostrou insuficiência cardíaca crónica com cardiomiopatia dilatada, agravada por falta de tratamento, segundo peritos citados no julgamento.
  • O neurocirurgião afirmou não ter operado Maradona ao hematoma na cabeça e destacou que não era seu médico em 2007, quando deixou de receber tratamento cardíaco.
  • O julgamento, que tinha sido interrompido num primeiro processo, está a decorrer com audiências previstas duas por semana e deverá durar cerca de três semanas.

O médico pessoal de Diego Maradona declarou-se inocente em tribunal, no processo que investiga a morte do jogador, ocorrida em 2020. Leopoldo Luque, neurocirurgião, afirmou estar inocente e lamentou a morte do ídolo argentino. O julgamento acontece em San Isidro, com sete profissionais de saúde acusados de homicídio com dolo eventual.

A audiência marca o primeiro depoimento de Luque no processo, que já tinha visto um primeiro julgamento interrompido há cerca de dez meses. Os sete profissionais enfrentam a acusação de terem negligenciado a saúde de Maradona, contribuindo para o desfecho fatal.

Maradona faleceu a 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, de crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar, durante a convalescença após uma cirurgia ao hematoma na cabeça. O caso envolve uma equipa que, segundo a acusação, não respondeu adequadamente a sinais de alarme durante a recuperação.

Contexto do caso

Luque explicou que o diagnóstico da autópsia apontou insuficiência cardíaca crónica com cardiomiopatia dilatada, que se descompensou por falta de tratamento, e que há menção de fatores tóxicos. O médico destacou que o seu papel é clínico, não incluindo áreas como psiquiatria ou psicologia.

Questões processuais e próximos passos

O debate foca-se na responsabilidade individual de cada profissional, com a defesa a sustentar que as decisões ocorreram em contexto de equipa. O julgamento prevê duas sessões por semana e estende-se por três semanas, com diversas testemunhas já chamadas no processo anterior.

Maradona teve uma carreira mundialmente marcada pela trajetória no futebol argentino. O caso permanece em fase de instrução, com a defesa a contestar as acusações de negligência que podem implicar penas entre oito e 25 anos de prisão, conforme a lei local.

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