- A cirurgia robótica estreou-se na urologia da ULS Médio Tejo com uma prostatectomia radical no Hospital de Tomar para tratar cancro da próstata.
- O procedimento utiliza o sistema HUGO RAS, adquirido por 2,4 milhões de euros com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, prometendo visão 3D de alta definição e maior precisão cirúrgica.
- A intervenção foi realizada por uma equipa liderada pelo responsável da área, que concluiu recentemente formação especializada na Bélgica para a introdução da cirurgia robótica na instituição.
- AULS Médio Tejo destaca que a robótica pode reduzir perda de sangue, risco de infeção e acelerar a recuperação, contribuindo para a diferenciação e atratividade dos seus hospitalares.
- A administração prevê expandir a cirurgia robótica a outras especialidades em 2026, com formação de mais quatro profissionais e eventual crescimento interdisciplinar.
- A ULS Médio Tejo gere três hospitais (Abrantes, Tomar e Torres Novas) e 35 unidades de cuidados de saúde primários, atendendo cerca de 170 mil utentes.
A cirurgia robótica estreou na Urologia da Médio Tejo com uma prostatectomia radical realizada no Hospital de Tomar, numa intervenção ocorrida nesta quinta-feira. O procedimento envolveu uma equipa liderada pelo responsável da área, após formação recente na Bélgica.
A operação marca a entrada desta tecnologia na especialidade na região, como parte de uma aposta na diferenciação clínica e na modernização dos meios cirúrgicos. O objetivo é melhorar a precisão e os resultados em contexto oncológico.
A prostatectomia radical consiste na remoção total da próstata afetada pelo tumor, com preservação possível de funções como continência urinária e, em casos selecionados, da função erétil. O método é minimamente invasivo, operado a partir de uma consola.
A intervenção utilizou o sistema robótico HUGO RAS, adquirido por 2,4 milhões de euros com financiamento do PRR. O equipamento oferece visualização 3D de alta definição e movimentos mais precisos.
Para a administração da ULS Médio Tejo, a robótica representa um fator de diferenciação e atratividade dos serviços hospitalares. O presidente Casimiro Ramos indicou que o investimento já impacta a atração de profissionais.
O diretor de Urologia adianta que mais profissionais vão ser formados, com uma perspetiva de atuação cada vez mais interdisciplinar. A formação de quatro novos especialistas está prevista.
A ULS Médio Tejo, que gere três hospitais e 35 unidades de saúde primária, serve cerca de 170 mil utentes nos distritos de Santarém e Castelo Branco, incluindo Tomar, Abrantes e Torres Novas. A instituição prevê expandir a cirurgia robótica a outras especialidades em 2026.
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