- Um adolescente de 14 anos disparou numa escola em Kahramanmaraş, sul da Turquia, matando oito crianças e um professor; o atacante morreu no local.
- As primeiras investigações indicam que o ataque copiou um atentado misógino ocorrido nos Estados Unidos, com o jovem a usar uma imagem de Elliot Rodger no perfil do WhatsApp.
- O pai do atirador, ex-inspetor de polícia, foi detido e colocado em prisão preventiva.
- A polícia afirma que não foram identificadas ligações a terrorismo; os dispositivos apreendidos na casa do pai e no veículo dele estão a ser analisados.
- A ênfase policial aponta para um ato isolado; 83 mandados de detenção foram emitidos para pessoas suspeitas de perturbar a ordem pública com mensagens de ódio a elogiarem os ataques.
Na quarta-feira, em Kahramanmaraş, no sul da Turquia, um rapaz de 14 anos abriu fogo numa escola, deixando oito crianças e um professor mortos. O próprio atacante também morreu, em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas. A investigação aponta para a repetição de um ataque misógino ocorrido nos EUA.
As primeiras informações apontam que o jovem usava no perfil do WhatsApp uma imagem associada a Elliot Rodger, autor de um ataque semelhante em Isla Vista, Califórnia, em 2014. O autor principal da tragédia estudantil é o estudante de 14 anos, já falecido.
O pai do atirador, ex-inspetor de polícia, foi detido e encontra-se em prisão preventiva. A polícia afirma ter apreendido aparelhos digitais na casa e no veículo do pai, que serão analisados para entender o que motivou o ato.
Segundo a prefeitura de Kahramanmaraş, as vitimas são oito alunos entre 10 e 11 anos e um professor de 55 anos. O agressor teria chegado à escola com armas na mochila, entrando em duas salas e disparando de forma indiscriminada.
As autoridades não confirmam se o incidente tem ligação com terrorismo. O governador da província, Mükerrem Ünlüer, destacou que as primeiras informações indicam um ato isolado, ainda em apuração.
A polícia informou ter emitido 83 mandados de detenção para pessoas suspeitas de propagarem mensagens de ódio e elogios aos crimes cometidos, com o objetivo de perturbar a ordem pública. Processos judiciais foram abertos contra os alvos.
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