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Vaticano leva Carminho e Ilda David à Bienal de Veneza

Vaticano leva Carminho e Ilda David à Bienal de Veneza, com obras sobre Hildegarda de Bingen, sob o tema “O Ouvido é o Olho da Alma”

Fadista Carminho
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  • O Vaticano estará presente na Bienal de Arte de Veneza com a fadista Carminho e a pintora Ilda David, com curadoria de José Tolentino de Mendonça.
  • Serão apresentados trabalhos encomendados a 24 artistas, inspirados na vida e legado de Santa Hildegarda de Bingen, no tema “O Ouvido é o Olho da Alma”.
  • O espaço expositivo inclui nomes como Brian Eno, Carminho, Caterina Barbieri, FKA Twigs, Jim Jarmusch, Laraaji, Meredith Monk e Moor Mother; no segundo espaço ficam as últimas obras de Alexander Kluge, Ilda David e Tatiana Bilbao.
  • A 61.ª edição da Bienal decorre de 9 de maio a 22 de novembro, com pré-inauguração a 7 e 8 de maio.
  • Portugal está representado pelo projeto RedSkyFalls de Alexandre Estrela; Pedro Cabrita Reis apresenta “XIV Steps” entre 4 de maio e 22 de novembro.

A representação do Vaticano na Bienal de Arte de Veneza vai incluir a fadista Carminho e a pintora Ilda David, conforme anúncio da Santa Sé. O projeto é comissariado pelo cardeal José Tolentino de Mendonça e decorre sob o lema “O Ouvido é o Olho da Alma”.

Segundo o Dicastério para a Cultura e Educação, os trabalhos encomendados a 24 artistas partem da vida e do legado de Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179). A curadoria é de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, com colaboração do Soundwalk Collective.

O conjunto de obras divide-se em dois espaços da cidade. No primeiro, há criação de Brian Eno, Carminho, Caterina Barbieri, FKA Twigs, Jarmusch, Laraaji, Meredith Monk e Moor Mother, entre outros. No segundo, destacam-se as peças de Alexander Kluge, Ilda David e Tatiana Bilbao.

Participantes e temas

A mostra da Sede Vaticana integra as últimas obras de Kluge, falecido em março, e inclui livros de artista de Ilda David. A apresentação também apresenta Tatiana Bilbao, ampliando a presença de artistas lusófonos na programação.

A 61.ª Bienal, sob o tema In Minor Keys, é orientada pela curadora Koyo Kouoh, cuja passagem anterior foi anunciada após o falecimento em maio do ano passado. O evento ocorre entre 9 de maio e 22 de novembro, com pré-inauguração a 7 e 8 de maio.

Agenda e importância regional

Portugal aporta o projeto RedSkyFalls, de Alexandre Estrela, que cria um ecossistema com seres artificiais sensíveis a sismos. O fenómeno é perceptível em qualquer parte do mundo em simultâneo com os abalos.

No panorama lusófono, o Brasil e Timor-Leste também participam. Além disso, o artista Pedro Cabrita Reis inaugura, em maio, uma exposição paralela em Veneza intitulada XIV Steps, com 14 pinturas inéditas ligadas à Paixão de Cristo.

A exposição independente decorre de 4 de maio a 22 de novembro, paralelamente à Bienal, integrando a revisita à Via Sacra a partir de uma leitura sensível à história da pintura europeia.

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