- A BBC revelou um esquema fraudulento para obter asilo no Reino Unido, com requerentes a alegar orientação homossexual e perseguição.
- Consultores cobravam entre 2.500 e 7.000 libras pela elaboração de candidaturas com documentos falsos, incluindo cartas de parceiros fictícios e atestados médicos.
- Indicavam que os requerentes participassem em sessões de grupos LGBT no Reino Unido para obter fotografias usadas como prova.
- A investigação foi feita com repórteres infiltrados; uma consultora admitiu há 17 anos prática semelhante.
- Em 2023, 42% dos pedidos de asilo por orientação sexual eram de paquistaneses, que representavam 6% do total; ativista aponta para uma minoria de casos falsos e danos a requerentes genuínos.
A BBC revelou um esquema fraudulento de alegação de orientação sexual para obtenção de asilo no Reino Unido. Requerentes eram aconselhados a apresentar documentos falsos que comprovassem serem gays, com o objetivo de justificar perseguição. A prática envolve consultores jurídicos e falsificação de provas.
Segundo a investigação, os serviços cobravam entre 2.500 e 7.000 libras para preparar candidaturas com documentos fabricados. Entre as provas criadas estavam cartas de parceiros amorosos fictícios, atestados de doença ou relatórios clínicos ligados ao receio de regressar a países homofóbicos.
Os suspeitos também orientavam os requerentes a frequentar sessões de grupos de apoio LGBT no Reino Unido, para obter fotografias usadas como evidência. O esquema envolve imigrantes que já entraram com vistos de turismo ou estudo e recorrem ao asilo quando esses vistos caducam.
Como funcionava o esquema
Uma das consultoras, sem saber que estava a ser gravada, admitiu a prática de cartas falsas e provas fabricadas desde há 17 anos. O serviço incluía treino para preparar as entrevistas longas com as autoridades britânicas.
Contexto e reação
A BBC mostrou que, em 2023, 42% dos pedidos de asilo com base em orientação sexual vinham de paquistaneses, seguidos por Bangladesh, Nigéria, Índia e Uganda, embora paquistãos representassem apenas 6% do total. O ativista Peter Tatchell reconheceu casos genuínos, mas alertou para uma minoria de fraudes que prejudicam requerentes reais e descredibilizam o processo.
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