- A gestão desportiva de Rui Costa no Benfica é alvo de fortes críticas, enquanto a empresa 10 Invest enfrenta quatro processos judiciais por incumprimentos ligados ao projeto Dream Living, na Serra de Carnaxide.
- A obra, ainda por concluir, gerou ações de um mesmo queixoso relacionadas a contratos-promessa para a compra de duas penthouses e atraso na entrega.
- Um morador acusa que o imóvel não está completamente concluído nem apto para habitar.
- Há ainda uma ação referente à venda de um terreno na zona das Amoreiras, com o autor a exigir comissões superiores a 700 mil euros.
- A 10 Invest admite atrasos motivados por constrangimentos operacionais e sustenta que os casos são questões pessoais sem ligação à atividade do Benfica; Luís Mendes pediu a devolução de 500 mil euros emprestados, decisão prevista para junho de 2025.
A gestão desportiva de Rui Costa no Benfica tem sido alvo de críticas, mas a atenção não se esgota apenas no clube. A atividade empresarial do ex-jogador também enfrenta vários processos judiciais por incumprimentos. A informação é avançada pela imprensa desportiva.
O foco principal recai sobre a Dream Living, empreendimento de luxo na Serra de Carnaxide. A obra, ainda por concluir,gera queixas contra a 10 Invest – Investimentos Imobiliários, Lda, detida por Rui Costa e pelos dois filhos. Dois contratos-promessa foram assinados para as penthouses, as frações mais caras do conjunto habitacional.
Uma das ações inscreve-se na assinatura de contratos-promessa para duas penthouses, com atraso alegado na entrega. Outra ação envolve um morador que já ocupa a casa, mas alega que a fração não está concluída nem habitável. O conjunto tem sido objeto de várias contestações judiciais relacionadas com o estado da obra.
Amoreiras e comissões
Outra ação diz respeito à venda de um terreno para construção na zona das Amoreiras, com o autor a reclamar comissões superiores a 700 mil euros. A disputa envolve a consultoria de uma transação imobiliária.
A 10 Invest já reconheceu atrasos na conclusão da obra, citando constrangimentos operacionais. Em comunicado, a empresa afirma que os compromissos contestados são estritamente pessoais e não afetam a atividade do Benfica.
Relação com Luís Mendes
Uma terceira frente envolve Luís Mendes, antigo vice-presidente do clube, que já havia emprestado 500 mil euros para o projeto imobiliário. Mendes pediu a devolução da verba após se demitir, e o caso foi resolvido em junho de 2025. A identidade dos argumentos e o desfecho são parte do registo processual.
A empresa continua a defender que os atrasos decorrem de dificuldades operacionais. Rui Costa e a gestão do Benfica não se posicionaram sobre os detalhes dos processos, mantendo o foco institucional. A situação jurídica permanece em curso, sem conclusão anunciada.
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