- O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, indicou os resíduos, os riscos ambientais e a qualidade do ar como grandes desafios de Portugal até 2030.
- Foi apresentado o livro Visão Ambiente 2030: Desafios e Oportunidades, complemento do Relatório do Estado do Ambiente de 2025, com 24 artigos de especialistas.
- Em Portugal, houve evolução positiva em resíduos, água e energia; no último trimestre, o país foi o terceiro da União Europeia com maior incorporação de energia renovável na produção de electricidade.
- Em 2000 encerrou-se a última lixeira; contudo, nos últimos sete anos a recolha seletiva estagnou e hoje continuam a enviar-se para aterro mais de cinquenta por cento dos resíduos.
- A APA prevê planos urgentes para o litoral e para a qualidade do ar: até 2030 entra em vigor uma diretiva europeia que reduz pela metade as partículas e o dióxido de enxofre; o litoral enfrenta erosão em cerca de vinte por cento da população, com perda de território já consumida de 1.400 hectares.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, apontou resíduos, riscos ambientais e qualidade do ar como os grandes desafios de Portugal até 2030. A afirmação foi feita hoje, durante a apresentação do documento Visão Ambiente 2030: Desafios e Oportunidades, no IPMA. O livro complementa o Relatório do Estado do Ambiente (2025) com 24 artigos de opinião.
O evento destacou avanços em áreas como resíduos, água e energia, incluindo o facto de Portugal ter sido o terceiro da UE com maior incorporação de energia renovável no último trimestre. Pimenta Machado enfatizou ainda que, apesar dos progressos, os problemas de gestão de resíduos persistem.
Parágrafo seguinte: O responsável relembrou que, em 2000, a última lixeira foi fechada, surgiram infraestruturas para recolha e tratamento, mas nos últimos sete anos houve estagnação na recolha seletiva. Hoje, mais de 50% dos resíduos continuam a ir para aterro.
Resíduos: perspetivas e metas
A APA alerta para a escassez de espaço nos aterros e para a necessidade de reduzir a produção de resíduos. O ministro e o presidente da APA defendem que os Portugueses devem separar mais em casa, com especial atenção aos biorresíduos, que representam 38-40% do total.
Pimenta Machado sublinhou que é decisivo o que se faz aos biorresíduos para melhorar indicadores e cumprir metas europeias. O país tem cinco anos para alterar hábitos e infraestruturas, afirmou.
Litoral e alterações climáticas
Para além dos riscos ambientais, destacam-se as ameaças ao litoral, onde reside grande parte da população e 20% está em erosão. O responsável mencionou a perda de 1.400 hectares de território e que algumas secções costeiras recuaram 20-30 metros durante tempestades recentes.
A APA está a desenvolver um plano de ações urgentes para a época balnear e medidas de adaptação costeira, incluindo a vedação de áreas de risco, proteção de praias e uso de areia para estabilidade.
Qualidade do ar e diretivas europeias
Sobre a qualidade do ar, Pimenta Machado referiu que, a partir de 2030, entra em vigor uma diretiva europeia que reduz pela metade os limites de partículas e de dióxido de enxofre. O tempo de preparação estimado é de quatro anos.
A apresentação do livro ocorre num ciclo de debates ao longo do dia, com temas que vão desde alterações climáticas até economia circular, transportes, ambiente marinho e água.
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