- Zelenskyy afirmou, durante uma visita à Alemanha, que a escassez de mísseis Patriot na Ucrânia é a pior possível.
- Disse que a crise reduz as hipóteses de Kiev receber nova ajuda militar, devido à guerra no Médio Oriente.
- Os mísseis Patriot, produzidos nos Estados Unidos, continuam a ser a principal defesa ucraniana contra mísseis russos, com o país a depender do apoio ocidental.
- A Ucrânia está a tentar desenvolver defesa aérea anti-balística nacional; a Fire Point disse estar a trabalhar num sistema próprio para ficar pronto no próximo ano, buscando cooperação europeia em radar, orientação e comunicações.
- O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou estar orgulhoso de Washington ter cortado o financiamento à Ucrânia, reiterando que não compra nem envia armas, com os parceiros europeus a fornecerem a maior parte da assistência em 2025.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que a escassez de mísseis Patriot na Ucrânia não poderia ser pior, durante uma visita à Alemanha. A problemática parece agravar-se em meio a desafios logísticos e estratégicos.
Zelenskyy descreveu a situação como deficitária e indicou que a crise de proveedores de defesa afeta a capacidade de Kiev de responder a ameaças aéreas. A depender de mísseis Patriot fabricados nos EUA, a Ucrânia mantém uma defesa essencial contra mísseis russos.
O chefe de Estado também sinalizou que a guerra no Médio Oriente está a influenciar a disponibilidade de ajuda militar para a Ucrânia, reduzindo as hipóteses de novas entregas.
A Ucrânia está a tentar desenvolver uma defesa aérea anti-balística nacional. A Fire Point, fabricante ucraniano, informou que trabalha num sistema próprio, com planos de estar operacional no próximo ano, contando com cooperação europeia em radar, orientação e comunicações.
Zelenskyy destacou que o fabrico interno da defesa aérea é uma prioridade estratégica, privilegiando uma capacidade de combate à balística. Enquanto isso, Kiev continua a depender de assistência ocidental e de mísseis antimísseis fabricados nos EUA.
Paralelamente, a maioria da assistência militar de 2025 tem vindo de parceiros europeus, que incluem a compra de interceptores Patriot e de armas norte-americanas, cada vez mais cruciais para a defesa ucraniana.
Numa outra frente, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou, num evento em Atenas, Geórgia, estar orgulhoso por Washington ter encerrado o financiamento direto à Ucrânia. Vance afirmou que os EUA não compram nem enviam armas à Ucrânia, deixando esse papel aos países europeus.
Vance tem sido um dos críticos mais públicos da ajuda militar à Ucrânia dentro da administração Trump. A queda no apoio direto é apresentada como uma mudança de política, com consequências para o fluxo de armamento recebidos pela Ucrânia.
Entre na conversa da comunidade