- Paciente norueguês de 63 anos teve remissão do VIH após transplante de medula óssea do irmão para tratar um cancro no sangue.
- O caso, conhecido como “paciente de Oslo”, é descrito num estudo publicado na revista Nature Microbiology.
- O transplante ocorreu porque o doador portava a mutação CCR5, rara na região (cerca de 1 em 100 pessoas), que pode ajudar o sistema imunitário a eliminar o VIH.
- Dois anos após a cirurgia, o paciente deixou de tomar antirretrovirais e o VIH não foi identificado no organismo; encontra-se em plena forma.
- O estudo frisa que este é um caso excepcional e não representa um método de tratamento para a maioria das pessoas com VIH.
Um paciente norueguês de 63 anos ficou em remissão do VIH após um transplante de medula óssea do irmão, para tratar um cancro no sangue. O caso, conhecido como o “paciente de Oslo”, foi descrito num estudo publicado na revista Nature Microbiology.
O transplante foi realizado para tratar uma neoplasia sanguínea agressiva, com o objetivo de cura através de células estaminais. A remissão do VIH ocorreu dois anos depois da cirurgia, quando o doente deixou de tomar os antivirais e não houve detecção do vírus no organismo.
O doador era o irmão mais velho do paciente e apresentava uma mutação chamada CCR5, que pode impedir a replicação do VIH. Esta mutação é rara, ocorrendo em cerca de 1 em 100 pessoas na região onde o caso foi estudado. O médico responsável descreveu a coincidência como uma “probabilidade muito rara».
Dados do estudo indicam que a remissão foi sustentada por dois anos, com o paciente mantendo-se sem tratamento anti-VIH e sem sinal do vírus no organismo. O estudo reforça que este tipo de transplante envolve riscos elevados e não representa uma opção viável para a maioria das pessoas com VIH.
Do ponto de vista clínico, o caso é considerado excepcional e não estabelece um novo protocolo terapêutico para o VIH. Especialistas destacam que os riscos do transplante são significativos e que a maioria dos pacientes com VIH não terá acesso a um doador com CCR5.
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