- Diogo Ramada Curto (1959-2026) morreu na noite de sábado, 11 de abril, encerrando um percurso fundamental da historiografia portuguesa contemporânea.
- O historiador destacou-se por interrogar as condições da escrita da história e os seus usos no presente.
- A sua obra é descrita como exigente, resistente a simplificações e a consensos fáceis.
- As reações à sua morte revelam a forma como encarava o passado como território que não é pacífico.
- O foco da sua investigação não era apenas narrar acontecimentos, mas questionar quem escreve o passado, como o faz e para que fins.
Diogo Ramada Curto, historiador português, faleceu na noite de sábado, 11 de Abril, aos 67 anos. A notícia marca o encerramento de um percurso relevante na historiografia contemporânea de Portugal.
O seu trabalho não se limitou a narrar passado, mas a interrogar as condições da escrita histórica e os usos do passado no presente. Em vez de relatar apenas acontecimentos, procurou compreender quem escreve o passado, com que efeitos e para que fins.
As reações imediatas ao falecimento destacaram a influência de Ramada Curto na reflexão historiográfica. O historiador ficou conhecido por uma prática que evita simplificações e consensos fáceis, privilegiando abordagens exigentes.
Legado e método
A obra de Ramada Curto continua a ser utilizada como referência para interpretar a construção do passado e as escolhas metodológicas que o acompanham. O foco manteve-se na crítica às narrativas históricas e na avaliação de seus impactos no presente.
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