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Arqueólogos subaquáticos recuperam carga de navio de 2000 anos num lago suíço

Arqueólogos subaquáticos recuperam mais de mil artefactos de cerâmica e espadas de um cargueiro romano naufragado entre 20 e 50 d.C. no lago de Neuchâtel

Mergulhadores no local onde a carga do navio foi encontrada no Lago Neuchâtel, na Suíça
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  • Arqueólogos subaquáticos recuperaram no lago Neuchâtel, Suíça, mais de 1.000 artefactos de cerâmica e espadas dos tempos romanos, datados entre 20 e 50 d.C.
  • A carga, presumivelmente de um navio de carga que transportava utensílios de cozinha suíços para um acampamento romano, estava bem preservada; um dos caixotes data de 17 d.C.
  • Duplicaram-se objetos ligados ao equipamento de legionários, incluindo duas espadas de gladiadores, um punhal, uma fivela de cinto e um perónio, sugerindo escolta de tropas para o navio.
  • Um cesto de vime preservado contém seis peças de cerâmica diferentes, possivelmente comida ou louça menos elaborada para os marinheiros; a equipa não localizou ainda o casco do navio.
  • A descoberta foi mantida em segredo para evitar pilhagens, está a ser restaurada e irá originar livro e documentário, com apresentação numa exposição no Laténium, em Neuchâtel, prevista para 2027.

No lago de Neuchâtel, Suíça, arqueólogos subaquáticos da Foundation Octopus recuperaram mais de 1000 artefactos de cerâmica e espadas de uma carga datada entre 20 e 50 d.C. O navio terá naufragado há cerca de 2000 anos. A descoberta foi mantida em segredo para evitar pilhagens.

A equipa aponta que o cargueiro poderia transportar utensílios de cozinha suíços para um acampamento romano. Um dos caixotes foi datado no ano 17 d.C. Destroços ainda não foram localizados, mas esperam-se novas escavações.

A investigação indica que uma escolta de legionários podia acompanhar o navio. Entre os objetos surgem duas espadas de gladiadores, um punhal, uma fivela de cinto e um perónio, sugerindo proteção e função militar.

A carga inclui um cesto de vime milagrosamente preservado, contendo seis louças com fabrico distinto. Os investigadores interpretam-no como utensílios de menor qualidade e possíveis alimentos dos marinheiros.

Imagens de drone mostraram uma mancha na água, levando à expedição que decorreu em duas campanhas de escavação, em 2025 e 2026. A equipa retirou pouco mais de 1000 artefactos da água para limpeza e restauro.

O material já está em terra a ser processado pela equipa de restauro. Futuras observações poderão revelar selos de fabrico, resíduos alimentares e elementos de proteção usados na viagem. As conclusões serão discutidas com os arqueólogos durante a restauração.

A Octopus Foundation planeia lançar um livro e um documentário para 2027. Uma exposição dos achados estará disponível no Laténium, maior museu arqueológico da Suíça, em Neuchâtel, com data por confirmar.

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