- Um drone militar de combate MQ-9 Reaper aterrou na Base das Lajes, nos Açores, na madrugada de quinta-feira, pela segunda noite consecutiva.
- O drone, desenvolvido pela General Atomics, tem cerca de 11 metros de comprimento e 20 de envergadura, e pode transportar até oito mísseis de precisão.
- Possui capacidade de carga de 1.700 quilos e autonomia de até 27 horas, sendo pilotado remotamente via satélite por duas pessoas.
- Portugal confirmou ter autorizado aterragens e voos norte‑americanos na Base das Lajes desde o início do conflito entre os EUA e Israel contra o Irão, desde que não haja bombardear infraestruturas civis.
- A 7 de abril foi acordado com o Irão um cessar-fogo condicional de duas semanas.
Um drone militar de combate MQ-9 Reaper, da Força Aérea norte‑americana, aterrou na Base Aérea das Lajes, nos Açores, durante a madrugada de hoje. O aparelho, já visto na base anteriormente, foi operado remotamente por satélite.
Desenvolvido pela General Atomics, o MQ-9 Reaper mede cerca de 11 metros de comprimento e 20 de envergadura, é considerado o mais potente entre os drones de combate em uso e pode transportar até oito mísseis de precisão. A aeronave tem autonomia de até 27 horas e exige dois pilotos remotos.
A aterragagem na base açoriana ocorreu num contexto de autorização portuguesa para aeronaves norte‑americanas aterrarem e voarem sobre território nacional, desde o início da escalada entre EUA/Israel e Irão. O acordo, condicionado, impede o uso para bombardear infraestruturas civis e foi acompanhado de um cessar‑fogo condicional de duas semanas acordado a 7 de abril.
Contexto estratégico
A Base das Lajes já recebeu drones MQ‑9 em anteriores ocasiões, mantendo-se como ponto de apoio logístico para operações da NATO e dos EUA na região. A viabilidade de novas missões depende de decisões diplomáticas entre Portugal e aliados, bem como de eventuais alterações no cenário regional.
Observações operacionais
As autoridades portuguesas não divulgaram detalhes sobre rotas, horários ou missões específicas associadas ao drone. A presença do MQ‑9 na ilha é descrita pela defesa como parte de exercícios e de curiosidades estratégicas, sem conclusão anunciada.
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