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Sistema de depósito e reembolso entra em vigor em todo o país já sexta-feira

A partir de sexta-feira funciona em Portugal o SDR Volta, com reembolso de dez cêntimos por embalagem, para aumentar reciclagem e reduzir resíduos

Fotos: José Carmo
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  • A partir de sexta-feira entra em funcionamento em todo o país o Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), conhecido como Volta, com um reembolso de 10 cêntimos por cada embalagem de bebida vazia.
  • As máquinas automáticas aceitam garrafas de plástico e metal de uso único até três litros e devolvem o reembolso; embalagens sem o símbolo Volta devem ser colocadas no ecoponto.
  • O SDR envolve um investimento de 150 milhões de euros e deve criar até 1.500 empregos, contando com cerca de 2.500 máquinas, mais de 8.000 pontos de recolha manual e 48 quiosques para grandes quantidades.
  • Espera-se que a taxa de reciclagem aumente, com metas de recuperação de até 90% até 2029, fortalecendo a economia circular e reduzindo resíduos.
  • Até 10 de agosto está em fase de transição: algumas embalagens podem não ter o logótipo Volta, mas continuam a ser vendidas sem o custo da caução; adesão da indústria e retalhistas é elevada.

Desde esta sexta-feira, Portugal passa a ter um sistema de depósito e reembolso para embalagens de bebidas. O SDR, conhecido como Volta, devolve 10 cêntimos por garrafa ou lata, após a leitura do código na máquina.

As embalagens aceites são de uso único, até 3 litros, feitas de plástico ou metal, vazias, com tampa e código de barras legível. As máquinas devolvem o reembolso em forma de voucher, aplicável a compras ou descontos.

O SDR entra em funcionamento a 10 de abril a nível nacional, com 2.500 máquinas distribuídas por todo o país, 8.000 pontos de recolha manual e 48 quiosques para grandes quantidades.

Segundo a empresa gestora, a Volta, o objetivo é aumentar drasticamente a reciclagem de embalagens de bebidas e reduzir o lixo, com a meta de alcançar 90% de recuperação até 2029.

O investimento total ascende a 150 milhões de euros, prevendo a criação de cerca de 1.500 postos de trabalho. O sistema foi planeado desde 2017 e deveria ter arrancado já em 2022, mas só agora foi implementado.

O que muda na prática

A maioria das embalagens com o símbolo Volta será aceite, inclusive de bebidas de várias marcas, mas há exceções: garrafas sem o símbolo ou embebidas em líquidos não devem entrar nas máquinas.

Para quem não tiver o símbolo, a hipótese é depositar a embalagem no ecoponto adequado. O processo é simples: inserir a embalagem, esmagar e receber o reembolso de 10 cêntimos.

A adesão da indústria de bebidas é elevada. A Volta indica que cerca de 90% de refrigerantes, águas e cervejas integram o sistema; 80% dos retalhistas já aderiram.

A agência reguladora aponta que este tipo de sistema ajuda a cumprir metas europeias de reciclagem, num quadro de melhoria da gestão de resíduos no país.

Portugal junta-se a países europeus com sistemas similares, como Alemanha, Áustria e Dinamarca, que recolhem milhares de milhões de embalagens anualmente, contribuindo para reduzir a deposição em aterros.

Os ganhos esperados passam pela economia circular, menos lixo nas ruas e menor impacto ambiental. A adesão de consumidores, empresas e retalhistas é vista como essencial para o sucesso do programa.

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