- Os EUA passaram a usar drones de baixo custo, chamados LUCAS, para enfrentar o Irão, numa implementação rápida que não é comum em sistemas militares dos EUA.
- Cada drone LUCAS custa cerca de 35 mil dólares, muito menos do que o MQ-9 Reaper, que custa cerca de 30 milhões de dólares.
- Os LUCAS são drones tipo kamikaze, projetados para se destruírem no impacto e que podem carregar diferentes cargas e sistemas de comunicação.
- A utilização dos LUCAS ocorreu pela primeira vez oito meses depois da sua apresentação pelo Pentágono, em julho de 2025, impulsionada pela observação da guerra na Ucrânia.
- O Irão tem tradição em drones de baixo custo desde os anos oitenta, com os Shahed-136 a ganhar notoriedade; a produção pode chegar a cerca de 10 mil unidades por mês em condições normais.
Os Estados Unidos adotaram uma estratégia inédita: usar drones de baixo custo para operações relacionadas com o Irão. Os LUCAS, como são chamados, reproduzem o conceito já aplicado pelo Irão, mas pela primeira vez entraram em uso apenas oito meses após a sua apresentação pelo Pentágono, em julho de 2025.
Os LUCAS são drones de custo reduzido, menores, mais lentos e com menor precisão do que mísseis convencionais. Cada unidade fica por volta de 35 mil dólares, em comparação com os quase 30 milhões de dólares de um MQ-9 Reaper, por exemplo. O objetivo é ampliar opções de ataque com menor preparação logística.
A arquitetura dos LUCAS permite variações de cargas e de sistemas de comunicação, e pode atuar tanto em ataques como em funções de alvo, conforme a SpektreWorks, fabricante norte-americana. O uso inicial ocorreu num contexto de rápida implementação face a cenários de conflito.
Contexto histórico e comparação
Numa linha histórica, o Irão lançou há décadas drones de baixo custo com capacidade de ataque, inspirando o Shahed-136, produzido pela Shahed Aviation Industries. A versão iraniana é vista como mais consolidada na produção, com estimativas de até 10 mil unidades por mês em condições normais, segundo especialistas.
Shahed 136 distingue-se pela origem e pela experiência operacional já acumulada. O LUCAS, apesar de similar à produção iraniana, encontra-se num estágio de maturidade ainda embrionário para o lado norte-americano, refletindo uma diferença de escala e de histórico de uso.
Estas tecnologias baratas permitem manter um fluxo de ataques relativamente constante, com custos de defesa significativamente elevados por intercepção. Diante dessa assimetria, as opções estratégicas passam por equilibrar defesas menos onerosas contra ataques de menor custo.
Os drones de baixo custo evidenciam uma tendência de esgotamento de sistemas de defesa de alta despesa, ao custo de manter ataques com menor investimento unitário. Autoridades destacam que a prática nasce da observação de conflitos recentes, incluindo a guerra na Ucrânia, onde esse tipo de tecnologia tem sido amplamente utilizado.
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