- Navio de guerra dinamarquês Dannebroge, afundado na Batalha de Copenhaga de 1801 contra a frota britânica, foi encontrado no porto de Copenhaga, a cerca de quinze metros de profundidade.
- As escavações subaquáticas, conduzidas pelo Museu dos Barcos Vikingues da Dinamarca, decorrem há meses numa área que ficará Lynetteholm, ilha artificial em construção até 2070.
- Entre os achados estão canhões, uniformes, insígnias, sapatos, garrafas e parte do maxilar inferior de um marinheiro, possivelmente de um dos dezoito a19 tripulantes desaparecidos.
- A datação dendrocronológica indica o ano de construção do navio, ajudando a reavaliar o episódio histórico e a revelar histórias dos homens que participaram no combate.
- O mergulho enfrenta um prazo apertado e densos sedimentos; a escavação exige, por vezes, navegação tátil devido à visibilidade reduzida.
Mais de dois séculos após ter sido destruído pela frota de Horatio Nelson, um navio de guerra dinamarquês voltou a aparecer, desta vez sob as águas de um porto de Copenhaga. Os restos do Dannebroge, navio do século XIX, foram encontrados a cerca de 15 metros de profundidade, em sedimentos densos e com visibilidade reduzida.
As escavações são realizadas pelo Museu dos Barcos Vikingues da Dinamarca, que anunciou a descoberta 225 anos depois da Batalha de Copenhaga, travada em 1801. O objetivo é recolher vestígios do navio e entender melhor aquele episódio marcante da história naval dinamarquesa. Morten Johansen, responsável pela arqueologia marítima do museu, sublinhou a importância da descoberta para o património nacional.
A batalha de 1801 ocorreu quando a frota britânica, sob comando de Nelson, atacou a marinha dinamarquesa que defendia a entrada do porto de Copenhaga. O Dannebroge teve o convés superior destruído por canhões, antes de um fogo súbito levar ao naufrágio do navio. Registos da época descrevem um estrondo que ecoou pela cidade.
Fragmentos do naufrágio já emergem do fundo: canhões, uniformes, insígnias, sapatos, garrafas e partes de ossos de tripulantes. A zona de escavação situa-se na futura ilha artificial Lynetteholm, cuja conclusão está prevista para 2070. O local é considerado de alto risco, pela presença de balas e pela turbidez das águas.
Especialistas afirmam que as peças de madeira e as dimensões observadas coincidem com descrições históricas do Dannebroge. A datação dendrocronológica ajuda a confirmar a construção do navio. As equipes trabalham com cautela devido às condições do fundo marinho e à possibilidade de novas descobertas.
As escavações prosseguem há vários meses, com mergulhadores a trabalhar em condições desafiantes para preservar os vestígios. A equipa espera, assim, reconstituir parte da história do navio e da tripulação que ali esteve presente, proporcionando uma visão mais detalhada daquele evento de 1801.
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