- O primeiro-ministro Ulf Kristersson prometeu dar maior influência à direita radical caso a sua coligação de centro-direita seja a mais votada nas eleições legislativas de setembro.
- Os Democratas Suecos, que têm lutado contra a imigração, já cooperam com a coligação governamental atual, mas a promessa indica que entrarão no próximo executivo.
- As sondagens apontam para o favoritismo dos sociais-democratas, com os Democratas Suecos em segundo, enquanto os Moderados ocupam o terceiro lugar.
- A influência dos Democratas Suecos no governo pode ser decisiva, especialmente face ao apoio parlamentar que o partido tem prestado à coligação.
- A estratégia gerou críticas da esquerda, com acusações de cedência ao extremismo e receios de instabilidade institucional caso a extrema-direita integre governo.
Um anúncio do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, promete maior influência da direita radical num eventual segundo mandato da coligação de centro-direita. A promessa surge caso os Democratas Suecos obtenham maior apoio nas legislativas de setembro. A medida visa assegurar uma maioria estável no governo.
Kristersson revelou a intenção numa conferência de imprensa comum com Jimmie Akesson, líder dos Democratas Suecos. O objetivo é garantir apoio parlamentar suficiente para um governo sólido, caso o seu bloco seja o mais votado.
Os Democratas Suecos são centrados na agenda anti-imigração e já têm cooperação com a coligação governamental atual. A entrada formal da extrema-direita no executivo permanece inédita na história política da Suécia.
Contexto eleitoral e crescimento da extrema-direita
Nas últimas eleições, os Democratas Suecos ficaram em segundo, para os Social-Democratas. O apoio parlamentar tem sido decisivo para manter o governo de Kristersson, mesmo sem a maioria absoluta.
O discurso de Kristersson destacou a imigração como tema prioritário. Apesar de não integrarem o governo, as propostas da extrema-direita influenciam políticas restritivas já em vigor.
O Governo aprovou recentemente leis para deportação de imigrantes sem meios para uma vida honesta e alargou condições para recusa de residência. Akesson saudou a possibilidade de participação governamental, enfatizando o peso eleitoral do seu partido.
Reações e leitura do cenário
Críticos à esquerda consideram a aliança uma cedência significativa. Magdalena Andersson, ex-primeira-ministra, receia instabilidade e sublinha que Akesson terá maior poder de decisão.
Outros atores políticos manifestaram reservas, com chamados para evitar ministros de direita radical no governo. A Esquerda qualificou a perspetiva como repugnante e pediu unidade da oposição.
Os social-democratas enfrentam dificuldades para apresentar uma alternativa governável. A corrida eleitoral mantém-se altamente competitiva, com os cenários a dependerem do desempenho dos partidos menores.
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