- A Ópera Nacional da Grécia apresenta Anna Bolena, de Gaetano Donizetti, numa produção dirigida por Themelis Glinatsis e conduzida por Jacques Lacombe.
- O papel principal é interpretado pela soprano Maria Kosovitsa.
- A encenação combina tradição e edição moderna, situando a história de Anna Bolena no contexto da Reforma na Inglaterra e destacando o conflito entre amor e poder.
- O projeto envolve os figurinos de Nikos Georgiadis e o cenário concebido pelo cenógrafo Leslie Travers, com intervenções sonoras de Thanos Polymeneas-Lionteris.
- A ópera permanece em cena no National Opera House até 19 de abril, com bilhetes esgotados.
A Ópera Nacional da Grécia apresenta Anna Bolena, de Gaetano Donizetti, dirigida por Themelis Glinatsis e com Jacques Lacombe à condução. O papel principal fica a cargo da soprano Maria Kosovitsa. A produção está em cena no National Opera House, em Atenas, até 19 de abril, com entrada esgotada.
A encenação mistura tradição e inovação, destacando o contexto histórico e político da época Tudor. A nova leitura reforça a violência e a arbitrariedade do poder, recorrendo a recursos modernos de som e imagem para acompanhar a narrativa de amor e traição.
Themelis Glinatsis explicou o foco dramático da produção: afastar-se do bel canto estático para enfatizar a história como núcleo do espetáculo. A encenação explora fragmentos da história inglesa, cruzando passado e presente com técnicas cenográficas, de som e iluminação.
A Atuação de Maria Kosovitsa
Maria Kosovitsa assume um papel desafiante, criando uma Anna Bolena dinâmica e ambiciosa. A soprano, de 30 anos, descreve a personagem como forte e determinada, capaz de defender a honra perante o rei Henrique VIII.
A conceção cénica associa figurinos históricos de Nikos Georgiadis a um mundo cenográfico contemporâneo, criado pelo cenógrafo Leslie Travers. O projeto coloca em evidência choques de historicidade entre século XVI e o presente, dentro de um recorte teatral atual.
Contexto e Histórico
Anna Bolena integra a Trilogia Tudor de Donizetti, escrita num mês, que manteve popularidade durante décadas. O regresso ao repertório ocorreu na década de 1950, impulsionado pela interpretação de Maria Callas.
A produção utiliza também um elemento sonoro contemporâneo, com intervenções entre atos baseadas em material de arquivo da rádio inglesa, sem alterar a música de Donizetti, mas modulando as transições de cena.
Bilheteira e encerramento
A encenação mantém o elenco e a equipa criativa ligados ao projeto da temporada 2025-26 da Ópera Nacional da Grécia. A produção está agendada para ficar em cena até 19 de abril, com bilhetes esgotados.
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