- Em 2025, a taxa de ocupação das prisões atingiu 103,4%, configurando sobrelotação pela primeira vez em seis anos.
- O total de presos foi de 13.136, incluindo 361 inimputáveis e mais de três mil presos preventivos.
- A maioria dos reclusos é nacional portuguesa (81,9%); o peso de estrangeiros subiu pelo terceiro ano consecutivo, com destaque para África lusófona (Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau) e, entre os sul-americanos, o Brasil.
- Os crimes contra as pessoas, o património e o tráfico de droga são os que têm maior peso entre os condenados.
- Houve 64 mortes nas prisões em 2025 (14 suicídios e 50 por doença); quatro fugas foram registadas, todas resolvidas, e houve 39 agressões a guardas prisionais, menos cinco que em 2024.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) revela que as prisões em Portugal atingiram em 2025 a capacidade máxima pela primeira vez em seis anos. A taxa de ocupação fechou o ano em 103,4%, apontando uma situação de sobrelotação no sistema prisional.
No total, existiam 13.136 reclusos, incluindo 361 inimputáveis e mais de 3 mil presos preventivos. A maioria viveu com nacionalidade portuguesa, cerca de 81,9%. O peso dos estrangeiros voltou a subir, após ter caído nos anos anteriores.
Ocupação e perfis dos presos
Entre os estrangeiros, o contigente africano continua a predominar, com Cabo Verde, Angola e Guiné-Bissau a destacarem-se entre os países de língua oficial. Também há presidiários originários da América do Sul, em particular o Brasil.
Os crimes com maior expressão entre condenados são os contra pessoas, contra o património e os relacionados com tráfico de droga. Em 2025 registaram-se 64 mortes nas prisões, 14 por suicídio e 50 por doença, refletindo o envelhecimento e problemas de saúde entre os reclusos.
Incidências e outros números
As prisões registaram quatro fugas em 2025, uma menos que em 2024, com todos os cinco fugitivos localizados. A violência contra guardas prisionais diminuiu, com 39 agressões em 2025, menos cinco face ao ano anterior.
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