- Morreu o pintor Armando Alves, aos 90 anos, nascido a 7 de novembro de 1935, em Estremoz.
- Integrava o grupo Os Quatro Vintes, ao lado de Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro; o conjunto ganhou destaque no final dos anos 1960 e início dos anos 1970.
- Foi um dos pioneiros da formação em Artes Gráficas na Escola Superior de Belas Artes do Porto, que deu origem ao curso de Design de Comunicação na cidade.
- A sua carreira singrou entre pintura, ensino e design, com especial alcance no design editorial e de cartaz; recebeu, em 2006, o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito, e, em 2009, o Prémio de Artes Casino da Póvoa.
- Atualmente apenas Jorge Pinheiro permanece vivo do grupo; em 2025 a Cooperativa Árvore expôs obras de Alves para assinalar os 90 anos do artista.
Armando Alves, pintor português e membro do grupo Os Quatro Vintes, morreu aos 90 anos. A notícia foi confirmada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Alves nasceu em Estremoz a 7 de novembro de 1935.
Formado com a nota máxima de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, integrava o quarteto que incluía Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Jorge Pinheiro. O grupo apresentou exposições nacionais e internacionais no final dos anos 1960 e início dos 1970.
Durante a sua carreira, Armando Alves destacou-se pela ligação entre pintura, design gráfico e comunicação visual. Foi um dos pioneiros da formação em Artes Gráficas na escola onde laterale lecionou.
Legado e percurso
O artista foi reconhecido com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito em 2006 e recebeu, em 2009, o Prémio de Artes Casino da Póvoa. A sua trajetória incluiu também uma destacada atividade como designer editorial e cartaz.
Jorge Pinheiro é o único sobrevivente do grupo Os Quatro Vintes, após as mortes de Ângelo de Sousa (2011) e José Rodrigues (2016). A memória de Alves fica associada às exposições do final dos anos 60 em Porto, Lisboa e Paris.
Em 2025, a Cooperativa Árvore, no Porto, realizou uma mostra dedicada ao artista, reunindo obras desde 1958 até à atualidade, numa homenagem que destacou a relação de Alves com a cidade e o universo criativo que ajudou a moldar.
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