- A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA aponta sessenta e dois por cento de hipótese de se formar um El Niño neste verão, com possibilidade de ser forte entre outubro e dezembro de 2026.
- Se ocorrer, o El Niño pode elevar temporariamente a temperatura média global em cerca de 0,1 a 0,2 grau Celsius.
- O fenómeno ocorre quando os ventos alísios enfraquecem ou invertam, levando ao aquecimento da superfície do Pacífico e ao aumento da humidade e de precipitações.
- O último El Niño decorreu entre maio de 2023 e março de 2024, contribuindo para verões e anos muito quentes registados globalmente.
- O termo “super El Niño” é informal; a classificação oficial baseia-se no Índice Niño Oceânico (ONI), que distingue-El Niño fraco, moderado e forte, com divergências sobre se este ano será realmente forte.
O fenómeno El Niño volta a preocupar o clima global. Dados da NOAA indicam agora uma probabilidade de 62% de se formar um episódio neste verão, com potencial para aquecer ainda mais as temperaturas mundiais. A previsão é incerta, mas reforça a preocupação com extremos climáticos.
As previsões baseiam-se em calor na parte subsuperficial do oceano e no enfraquecimento esperado dos ventos alísios. Se se confirmar, a intensidade pode variar, com uma estimativa de parte dos especialistas de que a próxima fase seja forte entre outubro e dezembro de 2026.
La Niña e El Niño explicam o básico do fenómeno. La Niña envolve ventos que empurram águas quentes para o Pacífico ocidental, gerando arrefecimento da superfície. El Niño surge com rajadas de ventos que aquecem a superfície, elevando temperaturas globais.
O último episódio ocorreu entre maio de 2023 e março de 2024, contribuindo para um período de calor extremo em várias regiões. Em média, um El Niño eleva a temperatura global em cerca de 0,1 a 0,2 ºC, ainda que o impacto seja menor que o aquecimento causado pela atividade humana.
Perspectivas e interpretação
O termo “Super El Niño” circula na comunicação pública para indicar maior intensidade, mas não é uma classificação oficial da NOAA. O ONI determina os diferentes lados da escala: fraco, moderado, forte, com limiares entre 0,5 ºC e 1,4 ºC.
Cientistas da Universidade de Columbia apontam que recarregar o calor no Pacífico oriental pode ser rápido, possivelmente acelerado pela mudança climática. A pesquisa destaca que a narrativa de um Super El Niño tem gerado debate entre especialistas.
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