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Espanha fecha espaço aéreo a voos envolvidos nos ataques ao Irão

Espanha fecha espaço aéreo a voos envolvidos nos ataques ao Irão e recusa uso das bases de Rota e Morón aos EUA, preservando soberania

A informação foi confirmada por fontes do Governo espanhol
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  • Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão.
  • O Governo espanhol também recusou a utilização das bases de Rota (Càdiz) e Morón de la Frontera (Sevilha) por aviões norte‑americanos.
  • A informação foi inicialmente publicada pelo jornal El País, citando fontes militares, e depois confirmada por fontes oficiais.
  • O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que a decisão foi tomada por motivos de soberania e para não participar em guerras ilegais.
  • Segundo o El País, houve negociações intensas entre Madrid e Washington antes de os ataques, que decorreram na última semana, terem sido lançados.

Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos nos ataques ao Irão e recusou a utilização de duas bases militares pelos EUA, segundo o Governo e as forças armadas espanholas. A medida foi confirmada por várias fontes oficiais e pela imprensa.

Segundo o jornal El País, o Governo espanhol não autorizou o uso das bases de Rota, em Cádis, e Morón de la Frontera, em Sevilha, por aviões de combate ou de reabastecimento em voo que operam na intervenção contra o Irão. A notícia foi confirmada por outras fontes.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez havia afirmado no Parlamento, na semana anterior, que o Governo recusou aos Estados Unidos a utilização dessas bases para a operação em causa. Sánchez disse que todos os planos de voo relacionados com a intervenção foram recusados.

A atitude de Madrid insere-se num contexto de negociações intensas entre Espanha e Washington antes dos ataques, que ocorreram a 28 de fevereiro. O objetivo espanhol, segundo o Executivo, é manter a soberania nacional e evitar participação em ações consideradas ilegais.

Sánchez condenou os ataques ao Irão e, posteriormente, a resposta de Teerão. O chefe de Governo afirmou que a guerra é ilegal e que o mundo enfrenta um cenário com consequências graves, referindo-se a um desfecho potencialmente mais severo do que 2003, no Iraque.

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