- O Índice de Transformação 2026 (BTI) da Bertelsmann Stiftung mostra aumento das autocracias e maior corrupção, com menor eficiência.
- Globalmente, as democracias perdem terreno; atualmente 56% (77 de 137 países) são autocráticos.
- Os regimes autocráticos tendem a reprimir oposição, meios de comunicação social e sociedade civil.
- Desses 77 autocracias, 52 classificam-se como regimes de linha dura, com violação generalizada de direitos fundamentais.
- O relatório também aponta que o problema não está apenas nos autocratas: as democracias estão a tornar-se mais musculadas.
A democracia enfrenta uma linha de fundo global mais fraca, conforme revela o Índice de Transformação 2026 (BTI) da Bertelsmann Stiftung. O estudo mostra uma maior propensão das autocracias à corrupção e uma menor eficiência governativa.
Segundo o BTI, 56% dos 137 países avaliados são classificados como autocracias, 77 no total. Este campo político está associado a repressão mais intensa contra oposição, mídia e sociedade civil. A análise é global, cobrindo regimes de vários continentes.
Entre as autocracias, 52 de 77 são consideradas regimes de linha dura, onde os direitos fundamentais são violados de forma generalizada. O relatório alerta que o problema não se restringe a estes regimes.
Apesar do aumento de autocracias, o BTI também aponta que as democracias não estão ausentes de musculação. Em várias regiões, democracias demonstram maior capacidade de organização institucional, ainda que enfrentem desafios de governança.
Contexto global
O BTI 2026 compara dados ao longo de 20 anos, desde a primeira publicação do índice. O objetivo é medir qualidade de governança, direitos humanos, estabilidade e governabilidade, em um panorama de mudanças políticas rápidas.
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