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José Saramago deixa de ser matéria obrigatória no ensino em Portugal

Proposta de revisão do Documento de Aprendizagens Essenciais elimina a obrigatoriedade de José Saramago no currículo, tornando a leitura opcional no 12.º ano

José Saramago ganhou o prémio Nobel da literatura em 1998
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  • José Saramago deixa de ser obrigatório no ensino em Portugal, conforme a proposta de revisão das Aprendizagens Essenciais (AE).
  • A proposta está em discussão pública pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
  • Atualmente, as obras do único Prémio Nobel da literatura português são lecionadas no 12.º ano.
  • As escolas podem escolher entre a leitura integral do Memorial do Convento ou de O Ano da Morte de Ricardo Reis.
  • A mudança insere-se numa revisão curricular em curso no âmbito das AE.

O ensino de José Saramago deixa de ser obrigatório no currículo escolar de Portugal. A mudança faz parte da proposta de revisão do documento Aprendizagens Essenciais (AE), atualmente em discussão pública pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).

Segundo a proposta, as obras do único Prémio Nobel da Literatura Portuguesa já não obrigarão as escolas a ensiná-las de forma central no 12º ano. Mantêm-se, porém, opções de leitura recomendadas conforme o estabelecimento.

Atualmente, os alunos do 12º ano têm de abordar Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, com as escolas a escolher entre a leitura integral de uma das obras. A revisão visa ajustar o modelo de conteúdos aos objetivos de aprendizagem.

Contexto atual

As mudanças inserem-se numa alteração mais ampla do conjunto de aprendizagens essenciais, que pode impactar planos curriculares, metodologias de ensino e avaliação. O MECI abriu o processo de consulta pública para recolher contributos.

As autoridades indicam que a retirada da obrigatoriedade não implica ausência de Saramago no currículo, mas sim maior flexibilidade para escolha de obras conforme o desenho pedagógico de cada escola.

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