- Francisco Assis, eurodeputado socialista, pediu aos sociais-democratas erguerem as vozes sobre a eleição para o Tribunal Constitucional, defendendo que o PS tem razão na posição que sustenta.
- Durante o 25.º Congresso Nacional do PS, destacou que o PS deve ser claro na sua atuação, evitando parecer melancólico ou resignado e mantendo uma oposição firme e responsável.
- Reconheceu que, no passado, houve sobranceria do PS em relação ao PSD, mas afirmou que isso não pode justificar a exclusão do PS da eleição para o Tribunal Constitucional.
- Apelou aos sociais-democratas descontentes para denunciarem publicamente que o PS e o PSD são os partidos estruturantes da vida democrática em Portugal.
- Avançou que as democracias podem enfrentar dificuldades se houver acordos com figuras como André Ventura; pediu reação firme contra esse cenário e destacou a necessidade de um caminho claro para o país.
Francisco Assis, antigo líder parlamentar do PS, pediu aos social-democratas que discordem da ideia de excluir o PS da próxima eleição para o Tribunal Constitucional que ergam as vozes. O aviso surge no âmbito do 25.º Congresso Nacional do PS, e o objetivo é manter uma oposição firme e responsável.
Assis reconheceu, em discurso, que o PS teve uma relação de sobranceira com o PSD no passado, mas afirmou que isso não pode justificar alterações constitucionais que excluam o PS da eleição de juízes para o Constitucional. O dirigente socialista afirmou que tais mudanças colocariam em causa um compromisso democrático.
O apelo dirigido aos democratas sociais aponta para a defesa de uma presença equilibrada dos dois grandes partidos na vida democrática de Portugal. Assis frisou que o PS tem razão em relação a este tema e pediu que o PSD reaja para não deixar passar a oportunidade de defesa de um equilíbrio constitucional.
O eurodeputado reforçou a necessidade de uma oposição com propósito, que demonstre capacidade de oposição firme, séria e responsável. Assis sublinhou que o PS deve manter uma estratégia coerente com o líder legitimado, incluindo a disposição para rupturas consideradas necessárias pelo país.
Além disso, Assis advertiu sobre consequências para as democracias caso a classe média desapareça e não haja dois grandes partidos moderados, posicionados à esquerda e à direita. Referiu ainda um potencial acordo entre o PSD e figuras públicas, pedindo reagir com firmeza caso surjam cenários que comprometam o equilíbrio político.
No final, o antigo líder parlamentar reiterou a importância de os socialistas serem “muito claros” na matéria do Tribunal Constitucional. Assis insistiu que o PS tem um caminho, uma liderança legitimada e uma estratégia a seguir, com a força necessária para cumprir compromissos e, se necessário, promover rupturas.
A intervenção ocorreu durante o 25.º Congresso Nacional do PS, onde Assis pediu aos membros do partido para manterem a responsabilidade institucional e evitar excluir o PS do processo de eleição para o Tribunal Constitucional. O texto mostra o foco do discurso na estabilidade democrática e na atuação parlamentária do PS.
Entre na conversa da comunidade