- Francisco Assis, eurodeputado do PS, afirmou no 25.º Congresso Nacional do PS que o partido precisa de uma oposição firme, séria e responsável.
- Sobre o impasse na eleição de juízes para o Tribunal Constitucional, admitiu que o PS já teve uma relação “sobranceria” com o PSD, mas não pode justificar alterações constitucionais que excluam o PS.
- Apelou aos dirigentes e militantes do PSD que discordam da situação para erguerem a voz e manterem o PS e o PSD como pilares estruturantes da democracia.
- Alertou para o risco de as democracias se fragilizarem se a classe média desaparecer e se permanecer apenas uma dupla de grandes formações moderadas, uma à esquerda e outra à direita.
- Disse que o PS tem de ser claro na questão do Constitucional, com líder legitimado e estratégia definida, pronto para compromissos e rupturas que o país exige.
Francisco Assis, eurodeputado do PS, pediu aos sociais-democratas que reconheçam a necessidade de responsabilidade numa altura complexa. No 25.º Congresso Nacional do PS, defendeu que o partido não pode parecer apenas melancólico ou resignado, devendo manter uma oposição firme, séria e responsável.
Relativamente ao impasse na eleição de juízes para o Tribunal Constitucional, Assis reconheceu que o PS, no passado, teve uma relação de sobranceira com o PSD. Acrescentou, porém, que isso não legitima o PSD a pensar em alterar a eleição de magistrados de forma a excluir o PS ou a buscar uma maioria que retire protagonismo ao partido, o que violaria compromissos democráticos básicos.
O dirigente do PS instou à atuação de quem, no PSD, discorde da atual situação para erguer a voz. Enfatizou que o PS e o PSD são pilares da democracia em Portugal, defendendo a necessidade de uma oposição estruturante e de manter os dois grandes partidos moderados como referências institucionais.
O Estado da Democracia e o Constitucional
Assis alertou para o risco de enfraquecimento da democracia caso a classe média desapareça ou se desvirtue o equilíbrio entre os dois grandes partidos. Referiu ainda declarações públicas de figuras políticas que indicaram acordos com o PSD, sublinhando que o país não pode ficar estático diante de cenários que possam fragilizar o sistema democrático.
O ex-líder parlamentar frisou que os socialistas devem permanecer claros na linha sobre o Tribunal Constitucional, com liderança legitimada e uma estratégia bem definida. Concluiu que o PS precisa manter compromissos firmes, sem abdicar de rupturas necessárias para responder aos desafios do país.
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