Um agente funerário britânico ficou a um passo da condenação após admitir 30 acusações de impedir um enterro legal e digno, na sequência de uma fraude envolvendo a agência Legacy Independent Funeral Directors, em Hull, em março de 2024.
Durante uma operação policial, foram encontrados 35 corpos e 100 conjuntos de cinzas na empresa funerária. A investigação indicou que no local deveriam existir apenas quatro corpos, com muitos identificados há tempo demais.
Robert Bush, 48 anos, já respondia por 37 acusações e, na audiência recente, reconheceu 30 novas acusações, elevando o total para 67. Ele permanece em liberdade sob fiança, até a sentença marcada para 27 de julho; o juiz mencionou uma pena de prisão inevitável.
A alegação de fraude envolve planos funerários para mais de 150 pessoas, com relatos de centenas de potenciais declarações de impacto por parte de familiares. A audiência passou a contemplar 240 testemunhas previstas.
Bush já se tinha declarado culpado de 30 acusações de fraude por falsa representação, assegurando às famílias que os corpos tinham sido cremados quando, na prática, ainda estavam na agência. Também confessou quatro acusações de fraude associadas a perdas gestacionais.
Foi considerado culpado, ainda, de roubo de fundos de várias instituições de caridade ao não transferir donativos recolhidos durante os funerais, segundo o Ministério Público.
Entre na conversa da comunidade