- Garcia Pereira pediu ao Ministério Público que deduza acusação penal contra André Ventura por discriminação e incitamento ao ódio e à violência, relacionado com cartazes sobre Bangladesh e ciganos.
- A ação envolve seis queixosos representados pelo advogado, apresentada ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP).
- O requerimento afirma que já existe matéria suficiente para uma acusação nos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência.
- Em 13 de março, o advogado elogiou a decisão que manteve a retirada dos cartazes e criticou o despacho do MP que arquivou pedidos de abertura de processos penais no mesmo caso.
- Na primeira instância, Ventura foi condenado a retirar os cartazes e a abster-se de promover conteúdos idênticos no futuro.
Garcia Pereira pediu ao Ministério Público a acusação penal contra o líder do Chega, André Ventura, por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, com base em cartazes sobre o Bangladesh e a comunidade cigana. A ação envolve seis queixosos representados pelo advogado. O requerimento foi apresentado ao DIAP de Lisboa.
O advogado sustenta que já existe material suficiente nos autos para avançar com uma acusação, pelo menos por discriminação e incitamento ao ódio e à violência, mesmo após o despacho de arquivamento. A denúncia envolve o desempenho público de Ventura e o conteúdo dos cartazes.
A 13 de março, Garcia Pereira tinha elogiado um acórdão que manteve a retirada dos cartazes e criticado um despacho do MP que arquivou pedidos de abertura de processos penais sobre o caso. O advogado afirmou que o MP não realizou diligências instrutórias e que as afirmações contidas nos cartazes são discriminatórias e ofensivas.
Contexto e argumentos do arguido
Segundo Garcia Pereira, o despacho de março foi inadequado e continha afirmações erradas, racistas e sem fundamentação. O advogado afirmou que a decisão do Tribunal da Relação confirma que as mensagens visavam pessoas ciganas e insinuavam que deveriam cumprir a lei, traçando um quadro discriminatório.
A defesa questiona ainda a posição do MP, referindo que as afirmações citadas representam discriminação e incitamento ao ódio. O acórdão de Relação é visto pela defesa como indicação de que as mensagens dos cartazes são ofensivas e discriminatórias, contrariamente ao entendimento do MP.
Procedimento e próximos passos
A decisão de deduzir acusação pode abrir caminho para instrução penal de Ventura nos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência. O caso já teve uma decisão de primeira instância que obrigou Ventura a retirar os cartazes e a abster-se de promover ações idênticas no futuro.
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