- No arranque do 25.º congresso do Partido Socialista, José Luís Carneiro afirmou que Montenegro deve escolher entre a “via moderada” ou a demagogia e o populismo.
- Carneiro desafiou Montenegro a decidir entre manter o diálogo com contributos socialistas ou abrir-se a convergências moderadas com o PS.
- O secretário-geral socialista disse que o Governo “tentar desequilibrar o Tribunal Constitucional” terá um “rotundo não” por parte do PS.
- A intervenção ocorreu no discurso de abertura do congresso do PS, em que o líder admitiu posições claras sobre a relação com a direita e a necessidade de definição de apoios.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, abriu o 25º congresso do partido com um aviso direto aos aliados do PSD. No discurso de arranque, desafiou Montenegro a escolher entre uma via moderada ou demagogia e populismo. O objetivo, segundo o líder socialista, é exigir clarificações à AD sobre a sua posição perante acordos com a extrema-direita ou a abertura a convergências moderadas.
Carneiro salientou a necessidade de decidir sobre o rumo político. Afirmou que o PS não aceitará um contínuo muro de silêncio por parte da AD quando se discute a participação em acordos que envolvam forças de direita. O discurso incidiu na importância de transparência e de posicionamentos firmes para evitar rupturas institucionais.
O secretário-geral enfatizou ainda o papel do Governo na condução de reformas. Afirmou que, se o Governo procurar desequilibrar o Tribunal Constitucional, o PS responderá com um posicionamento firme, descrevendo-o como um rotundo não. A declaração surge no contexto de debates sobre organização básica do poder judiciário.
O tema de fundo foi, segundo a intervenção, a necessidade de equilíbrio institucional e a salvaguarda do funcionamento democrático. Carneiro sustentou que o PS pretende manter posição de responsabilidade, sem ceder a pressões que possam comprometer a estabilidade política.
O 25º congresso decorre em local não especificado no texto base. A fala de Carneiro ocorreu na sessão de abertura, com foco na atuação governamental, nas relações entre PS, AD e PSD, e nas possibilidades de concertação política no arco moderado.
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