- Documentário Memórias do Teatro da Cornucópia 1973-2016, de Solveig Nordlund, estreia na véspera das celebrações do Dia Mundial do Teatro.
- O filme usa imagens da RTP e do arquivo da Faculdade de Letras de Lisboa, organizadas cronologicamente, com relatos de Luís Miguel Cintra e Cristina Reis.
- Jorge Silva Melo, terceiro fundador, morreu em 2022.
- Nordlund descreve a obra como o retrato de uma geração e de um tempo que não volta.
- A realizadora afirma que a companhia é única em Portugal e que o período de liberdade criativa ali vivido é pouco provável de se repetir.
O documentário Memórias do Teatro da Cornucópia 1973-2016, de Solveig Nordlund, estreia nas salas de cinema nesta quinta-feira, na véspera do Dia Mundial do Teatro. A obra acompanha a trajetória da Cornucópia, companhia fundada em 1973.
Nordlund fundamenta o filme em imagens da RTP e do arquivo da Faculdade de Letras de Lisboa, organizadas em ordem cronológica. O material inclui depoimentos de dois dos fundadores: Luís Miguel Cintra e Cristina Reis; o terceiro, Jorge Silva Melo, faleceu em 2022.
A realizadora salienta que o projeto é um retrato de uma geração e de um tempo de liberdade criativa que dificilmente se repetirá, dadas mudanças sociais e económicas que o país enfrentou ao longo das décadas.
O documentário destaca a importância histórica da Cornucópia, já que a companhia não existe hoje da mesma forma. A curadoria das imagens e os relatos visam oferecer um registro fiel da evolução da companhia e do seu legado.
Solveig Nordlund sublinha que as imagens pertencem à RTP e ao arquivo da Faculdade de Letras de Lisboa, e que o filme resultou de uma escolha cronológica apoiada pelos depoimentos recolhidos.
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