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Investigação em Leiria visa ajudar diagnóstico de lesões cancerígenas na pele

Investigação em Leiria desenvolve ferramenta de diagnóstico assistido por IA para classificar lesões de pele como melanoma, visando reduzir biópsias

Cancro
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  • Em Leiria, a investigação PlenoISLA, iniciada em 2018, pretende apoiar o diagnóstico de lesões cutâneas cancerígenas, especialmente o melanoma, através de imagens captadas por câmaras especiais e processadas por inteligência artificial.
  • O sistema usa uma câmara plenótic(a) para obter setenta e uma imagens de diferentes perspetivas, permitindo reconstruir a informação tridimensional da lesão, e, à partida, utiliza também duas câmaras hiperespectrais para imagem no infravermelho.
  • Atualmente estão a trabalhar cerca de 350 imagens de lesões recolhidas no Hospital de Santo André, Leiria, para treinar os algoritmos, com o objetivo de criar uma ferramenta de apoio diagnóstico dermatológico para uso em 2028.
  • Os investigadores afirmam que estas imagens constituem o primeiro conjunto mundial com informação plenóptica 3D e hiperespectral na gama infravermelho, com o objetivo de classificar lesões como melanoma ou não melanoma em segundos.
  • Além de Leiria, a equipa solicitou imagens a hospitais de Lisboa (Hospital de São José) e à Fundação Champalimaud para ampliar o conjunto de dados, essencial para o treino de modelos de IA.

Investigação em Leiria desenvolve ferramenta de diagnóstico para lesões da pele. O projeto PlenoISLA, que arrancou em 2018, quer ajudar dermatologistas a distinguir melanoma de lesões não cancerígenas, recorrendo a imagens 3D e analítica de dados com inteligência artificial.

O trabalho, da delegação do Instituto de Telecomunicações na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria, envolve investigadores e médicos de várias instituições. O objetivo é reduzir a necessidade de biópsias através de diagnóstico não invasivo por imagens.

As primeiras etapas concentram-se em captar imagens com câmaras plenóticas e câmaras hiperespectrais, em Leiria. A fase inicial usa 350 imagens de lesões recolhidas no Hospital de Santo André para treinar os algoritmos.

PlenoISLA: tecnologia e dados

O projet o utiliza a tecnologia de câmera plen ós tica para obter 81 perspetivas de cada lesão, permitindo reconstrução 3D. Agora, começa a explorar informação hiperespectral na banda do infravermelho com duas câmaras, gerando cerca de 100 imagens por caso.

Segundo os investigadores, não existe globalmente um conjunto de imagens com informação hiperespectral nesta área. A equipa pretende criar um primeiro dataset único, com potencial de acelerar futuras análises.

Para ampliar o estudo, foram solicitadas imagens a hospitais de Lisboa, nomeadamente o Hospital de São José e a Fundação Champalimaud. O objetivo é obter um contingente maior de dados para treinar os algoritmos com maior robustez.

O objetivo final é disponibilizar uma ferramenta de apoio diagnóstico dermatológico, integrada e orientada por IA, com previsão de lançamento de 2028. O caminho passa por aumentar o número de imagens para melhorar a distinção entre lesões malignas e benignas.

O projeto envolve uma colaboração entre o Instituto de Telecomunicações e médicos de vários hospitais, com a meta de tornar o diagnóstico dermatológico mais preciso e menos invasivo.

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