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GNR afasta cabo que vendeu arma a doente psiquiátrico

GNR afasta cabo suspeito de tráfico de armas por vender revólver usado num homicídio em clínica no Porto; processo disciplinar em curso

Casa de Saúde de Santa Catarina, no Porto
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  • O cabo da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Porto de Mós, Jorge Ribeiro, de 42 anos, é acusado de tráfico de armas agravado por ter vendido o revólver usado num homicídio.
  • O militar foi colocado em serviço administrativo pelo Comando Distrital de Leiria; o processo disciplinar está pendente à espera da decisão dos tribunais civis.
  • A arma, um revólver calibre 32, foi vendida por três mil euros a Pedro Martins, fora do circuito comercial devidamente condicionado e controlado, segundo a acusação.
  • Elisabete Martins, de 51 anos, foi morta com quatro disparos na Casa de Saúde de Santa Catarina, no Porto, a 5 de setembro do ano passado, enquanto acompanhava o marido internado por uma doença psiquiátrica.
  • Pedro Martins está acusado de homicídio e encontra-se internado no Hospital Prisão de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos; o Ministério Público considera-o inimputável, mas com perigosidade, e sugere aplicação de uma medida de segurança.

O cabo da GNR de Porto de Mós, Jorge Ribeiro, 42 anos, está afastado de funções de patrulha e colocado em serviço administrativo. A medida resulta de um processo disciplinar aberto pela corporação. O caso envolve a venda de uma arma de fogo a um doente psiquiátrico.

O Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto acusa o militar de tráfico de armas agravado. A acusação sustenta que Ribeiro vendeu o revólver calibre .32 a Pedro Martins sem autorização, para obter lucro.

A arma foi adquirida por 3000 euros e apreendida pela Polícia Judiciária no dia do homicídio. Elisabete Martins, de 51 anos, foi morta na Casa de Saúde de Santa Catarina, no Porto, em 5 de setembro do ano passado, quando o enfermo marido doente psicótico estava internado.

O acusado Pedro Martins encontra-se detido no Hospital Prisão de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. A PJ considera-o inimputável, mas com perigosidade devido à perturbação psicótica, e o MP propõe aplicação de uma medida de segurança.

A investigação aponta que o crime foi praticado com quatro disparos a curta distância, o que provocou a morte de Elisabete enquanto dormia. O marido, também ferido, foi encontrado ajoelhado junto à cama.

O MP aguarda decisão dos tribunais civis sobre o processo contra Jorge Ribeiro. Caso seja condenado, o militar pode enfrentar até 12 anos de prisão, devido à sua condição de membro das forças de segurança.

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