- O primeiro-ministro interino da Bulgária, Andrey Gyurov, afirmou que a adesão ao Conselho da Paz de Trump não reflete o consenso parlamentar, sendo descrita como resultado da decisão de um oligarca.
- Gyurov disse que a assinatura está ligada à retirada da lista de sanções de esse oligarca, apontando Delyan Peevski como a figura influente envolvida.
- O parlamento ainda não ratificou a adesão, e mesmo que seja aprovada pode ser submetida ao Tribunal Constitucional.
- A adesão da Bulgária ao Conselho tem gerado resistência na União Europeia, com a maioria dos Estados-Membros a considerar violar a Carta das Nações Unidas.
- Gyurov afirmou que a Bulgária apoia um plano alargado para a paz em Gaza, destacando a importância de manter boas relações com os Estados Unidos e uma Europa forte.
O primeiro-ministro interino da Bulgária, Andrey Gyurov, afirma que a adesão ao Conselho da Paz, liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, resulta de uma manobra de um oligarca e não reflete o consenso político no país. A decisão, tomada sem aprovação parlamentar, é contestada pelo governo de gestão.
Gyurov disse à Euronews que a assinatura do tratado está associada à retirada de uma sanção de um oligarca, sem mencionar nomes. A entrevista aponta para a possível influência de Delyan Peevski, figura influente na política búlgara, sancionado por EUA e Reino Unido.
A Bulgária aderiu ao Conselho da Paz lançado por Trump em janeiro, num movimento que provocou críticas em vários Estados-Membros da UE. O apoio veio numa altura de instabilidade política no país, com o governo de gestão a enfrentar votação prevista para 19 de abril.
O parlamento ainda não ratificou a adesão, e a adesão pode ser remetida ao Tribunal Constitucional. Na prática, a maioria dos estados membros considera que a iniciativa viola a Carta das Nações Unidas, o que complica a participação búlgara.
Contexto jurídico e político
A posição de Gyurov sustenta que o Conselho da Paz tem de ser analisado sob a perspetiva de uma solução para Gaza e de um mandato ampliado. A análise jurídica europeia levanta dúvidas sobre o alcance e o tempo de vigência do Conselho.
Apesar da dúvida legal, Gyurov afirma que manter boas relações com os EUA continua a ser uma prioridade diplomática. O governante sublinha a importância de parcerias duradouras entre Washington e Budapeste, bem como uma Europa forte.
O primeiro-ministro acrescenta que a Bulgária pretende manter o apoio a um plano mais amplo de paz em Gaza, sem associar a posição a uma mudança de política externa radical. A situação segue em desenvolvimento, com decisões pendentes no parlamento e no Tribunal Constitucional.
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