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Primeiro-ministro búlgaro recua na participação no Conselho da Paz de Trump

Gyurov afirma que a adesão ao Conselho da Paz, liderado por Trump, resulta de uma decisão de um oligarca, não do consenso parlamentar

O primeiro-ministro búlgaro Andrey Gyurov, terceiro à esquerda, toma o seu lugar antes de uma fotografia de grupo na cimeira da UE em Bruxelas, quinta-feira, 19 de março de 2026.
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  • O primeiro-ministro interino da Bulgária, Andrey Gyurov, afirmou que a adesão ao Conselho da Paz de Trump não reflete o consenso parlamentar, sendo descrita como resultado da decisão de um oligarca.
  • Gyurov disse que a assinatura está ligada à retirada da lista de sanções de esse oligarca, apontando Delyan Peevski como a figura influente envolvida.
  • O parlamento ainda não ratificou a adesão, e mesmo que seja aprovada pode ser submetida ao Tribunal Constitucional.
  • A adesão da Bulgária ao Conselho tem gerado resistência na União Europeia, com a maioria dos Estados-Membros a considerar violar a Carta das Nações Unidas.
  • Gyurov afirmou que a Bulgária apoia um plano alargado para a paz em Gaza, destacando a importância de manter boas relações com os Estados Unidos e uma Europa forte.

O primeiro-ministro interino da Bulgária, Andrey Gyurov, afirma que a adesão ao Conselho da Paz, liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, resulta de uma manobra de um oligarca e não reflete o consenso político no país. A decisão, tomada sem aprovação parlamentar, é contestada pelo governo de gestão.

Gyurov disse à Euronews que a assinatura do tratado está associada à retirada de uma sanção de um oligarca, sem mencionar nomes. A entrevista aponta para a possível influência de Delyan Peevski, figura influente na política búlgara, sancionado por EUA e Reino Unido.

A Bulgária aderiu ao Conselho da Paz lançado por Trump em janeiro, num movimento que provocou críticas em vários Estados-Membros da UE. O apoio veio numa altura de instabilidade política no país, com o governo de gestão a enfrentar votação prevista para 19 de abril.

O parlamento ainda não ratificou a adesão, e a adesão pode ser remetida ao Tribunal Constitucional. Na prática, a maioria dos estados membros considera que a iniciativa viola a Carta das Nações Unidas, o que complica a participação búlgara.

Contexto jurídico e político

A posição de Gyurov sustenta que o Conselho da Paz tem de ser analisado sob a perspetiva de uma solução para Gaza e de um mandato ampliado. A análise jurídica europeia levanta dúvidas sobre o alcance e o tempo de vigência do Conselho.

Apesar da dúvida legal, Gyurov afirma que manter boas relações com os EUA continua a ser uma prioridade diplomática. O governante sublinha a importância de parcerias duradouras entre Washington e Budapeste, bem como uma Europa forte.

O primeiro-ministro acrescenta que a Bulgária pretende manter o apoio a um plano mais amplo de paz em Gaza, sem associar a posição a uma mudança de política externa radical. A situação segue em desenvolvimento, com decisões pendentes no parlamento e no Tribunal Constitucional.

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