- Miguel Cardoso, através de uma residência literária em Berlim, escreveu o livro Passageiros.
- O trabalho reforça a singularidade do seu canto, entre o circunstancial e o colectivo, a memória e a História.
- O texto destaca a relação entre tempo, memória e linguagem na poesia de Cardoso.
- Em causa está a expressão poética que encara a língua como se já tivesse morrido, segundo o autor.
- Um verso citado sugere o desafio de criar frases para desertar do tempo: “Não sabendo eu frases para desertar do tempo.”
Durante uma residência literária em Berlim, o escritor Miguel Cardoso desenvolveu o livro Passageiros, projeto que afirma a singularidade do seu canto entre o circunstancial e o colectivo, a memória e a História.
O volume resulta de uma prática criativa que se serviu do entorno da capital alemã para explorar temas de tempo, linguagem e identidade. Saída da residência, a obra reforça a tensão entre o presente e o legado cultural.
Cardoso utiliza este percurso para afirmar uma visão poética própria, onde a língua funciona como um campo de análise do tempo. O livro emerge como continuidade de uma produção marcada pela reflexão sobre memória e espaço público.
Entre na conversa da comunidade