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Dois anarquistas morrem em Roma após desmoronar a casa, suspeita de bomba

Investigações apontam para explosão acidental numa casa de Roma, com hipótese de preparação de bomba, ligando os suspeitos ao grupo de Cospito e a ações contra a rede ferroviária

Roma, intervenção dos bombeiros no Parco degli Acquedotti devido ao desabamento de um edifício
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  • Dois anarquistas, Sara Ardizzone e Alessandro Mercogliano, morreram sob os escombros de uma casa de campo no parque Acquedotti, em Roma, possivelmente enquanto manuseavam um dispositivo explosivo.
  • Os corpos foram encontrados no Casale del Sellaretto, uma casa cantoneira abandonada, e a hipótese é de explosão acidental durante o manuseamento do artefacto.
  • As autoridades destacam que Ardizzone e Mercogliano eram conhecidas da polícia e tinham tatuagens reconhecíveis; ambos gravitavam em torno do grupo de Alfredo Cospito.
  • Exames apontam para a possibilidade de um atentado contra a rede ferroviária, com referências a sabotagens anteriores da linha de alta velocidade entre Milão e Cortina d’Ampezzo; o fenómeno de sabotagens de caminhos-de-ferro aumentou em 450% entre 2024 e 2025.
  • O caso pode enquadrar-se na campanha a favor de Alfredo Cospito, porque o decreto 41-bis, que o mantém em isolamento, expira em maio; Mercogliano participou no processo Scripta Manent e Ardizzone no Sibilla, ambos já absolvidos em janeiro de 2025.

Dois anarquistas foram encontrados mortos sob os escombros de uma casa abandonada no parque Acquedotti, em Roma. Os corpos foram localizados pela manhã, no Casale del Sellaretto, e a investigação aponta para a possibilidade de manuseamento de um dispositivo explosivo que terá causado o desmoronamento. A operação envolveu polícia, corpo de bombeiros e perícia.

A dupla era conhecida pela polícia e integrava redes associadas a Alfredo Cospito, figura destacada no movimento. Dados preliminares indicam que o estado dos corpos e o facto de um dos homens ter um braço amputado alimentam a hipótese de preparação de uma bomba. Moradores relataram ouvir barulhos na noite anterior.

Contexto e investigações

As autoridades não descartam que o alvo pudesse ter sido a rede ferroviária, dado o histórico de mensagens de protesto de grupos anarquistas. Em fevereiro, já houve reivindicações de sabotagem ferroviária associadas a críticas aos Jogos Olímpicos Milão-Cortina 2026. Dados oficiais indicam um aumento de 450% na atividade de sabotagem entre 2024 e 2025, ligado a círculos antagonistas europeus.

A força-tarefa investiga conexões entre o caso e redes de oposição ao regime de autorização de detenção 41-bis, usado no passado para figuras de alto perfil. O diálogo entre grupos extremistas tem sido objeto de monitorização de várias autoridades europeias.

Vínculos e processos

Ardizzone e Mercogliano estavam ligados ao meio anarquista e orbitavam o grupo de Alfredo Cospito, já condenado em processos por terrorismo. Mercogliano integrou o processo Scripta Manent, que envolveu células subversivas acusadas de atentados e envio de pacotes explosivos; foi absolvido em recurso após uma primeira sentença.

Cospito foi também alvo de ações judiciais no mesmo processo e enfrentou condenação em instância superior. Ardizzone participou, em contexto semelhante, no caso Sibilla, com acusações de incitamento e fuga para fins terroristas; os arguidos foram absolvidos em janeiro de 2025.

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