Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Alterações climáticas permitem cúpula de calor recorde nos EUA

Calor recorde de março no sudoeste dos EUA quebra recordes, sinalizando extremos climáticos cada vez mais frequentes e impactos em infraestruturas e segurança pública

Um sinal alerta os caminhantes para o encerramento de trilhos devido ao calor extremo na Camelback Mountain, em Phoenix.
0:00
Carregando...
0:00
  • O sudoeste dos Estados Unidos viveu em março de dois mil e vinte e seis uma onda de calor recorde, com 43 ºC registados no deserto do Arizona a 19 de março, 2026.
  • Um relatório do World Weather Attribution conclui que este calor seria praticamente impossível sem as alterações climáticas causadas pelo ser humano.
  • Cientistas classificaram a onda de calor de março como ultra-extrema, num contexto de aumento de fenómenos meteorológicos extremos nos últimos cinco a dez anos.
  • A área dos EUA atingida por extremos climáticos duplicou nos últimos cinco anos, segundo o Climate Extremes Index da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
  • Especialistas destacam que o aquecimento global aumenta a frequência e a intensidade de calor, tempestades e outros fenómenos, elevando custos e desafios para preparação e resposta.

A onda de calor que varre o sudoeste dos EUA em março de 2026 não é apenas mais um episódio de tempo extremo. É uma expressão mais intensa de fenómenos climáticos fora de controlo que surgem com maior frequência à medida que o planeta aquece. Arizona e sul da Califórnia registaram 43 ºC, quebrando recordes de março.

Especialistas dizem que estes extremos, que antes pareciam exceção, tornam-se recorrentes devido ao aquecimento global. O calor de março foi superior ao esperado, com temperaturas de referência de março ultrapassando frequentemente os valores normais para a época.

Factos-chave

Um relatório do World Weather Attribution sustenta que o calor de março teria sido praticamente impossível sem as alterações climáticas induzidas pelo homem. O estudo envolve mais de uma dúzia de cientistas e destaca o papel do aquecimento na intensidade dos eventos.

A NOAA indica que os EUA registam agora mais 77% de recordes de calor em relação aos anos 70 e 19% em relação à década de 2010. O custo dos desastres naturais também aumentou substancialmente nos últimos anos.

Contexto e impactos

Especialistas em gestão de catástrofes destacam dificuldades crescentes para responder a tempestades, cheias e ondas de calor. O medo é de que, com o aumento de extremos, as infraestruturas e os serviços de emergência fiquem sobrecarregados.

Climatologistas associam o aquecimento a um conjunto de eventos graves, incluindo secas, cheias e furacões, que se tornam mais prováveis e intensos. O fenómeno é descrito como uma mudança na frequência e na intensidade dos fenómenos climáticos.

Realce científico

Estudos do World Weather Attribution, ainda não revisados por pares, ligam o aquecimento humano a temperaturas em níveis que antes eram improváveis. O relatório aponta que o aquecimento entre 2,6 e 4 graus Celsius ampliou as temperaturas observadas.

Cientistas destacam que o conjunto de eventos recentes se enquadra numa categoria de extremos gigantescos, com impactos em várias regiões do mundo, incluindo a Antártida, o Mediterrâneo e a Ásia.

Perspetivas futuras

Especialistas indicam que a tendência de extremos pode manter-se, exigindo políticas públicas mais robustas de adaptação. Observadores lembram que seguros e economias devem ajustar-se a padrões climáticos em mudança.

Autoridades de emergência e demografia alertam para a necessidade de estratégias de mitigação e resposta rápida. A comunidade científica continua a monitorizar padrões de calor extremo e seus custos humanos e económicos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais