- O grupo hoteleiro Accor negou qualquer envolvimento no tráfico ou exploração sexual de menores na Ucrânia, dizendo ter iniciado uma investigação interna aprofundada e contratado uma firma externa para analisar as alegações.
- O relatório da Grizzly Research afirma que mais de vinte hotéis Accor em cerca de vinte países teriam alojado crianças ucranianas destinadas a adoção ilegal na Rússia, alegações ainda por verificar.
- Após a publicação, as ações da Accor perderam mais de oito por cento na bolsa de Paris.
- A Grizzly Research sustenta que hotéis russos teriam ocultado informações à sede da Accor em França; a Accor suspendeu a abertura de novos hotéis na Rússia em 2022, mas continuou a operar em mais de cinquenta estabelecimentos.
- A organização utiliza o contexto de deportação de crianças ucranianas para adoção na Rússia em crimes de guerra; tribunais internacionais já emitiram mandados relacionados a estas questões.
A Accor, grupo hoteleiro francês, negou envolvimento no tráfico de pessoas e de crianças para fins de exploração na Ucrânia. A empresa disse ter iniciado uma investigação interna aprofundada e contratado uma firma externa para analisar as alegações veiculadas por um relatório de Grizzly Research. As ações da empresa chegaram a recuar na praça de Paris após a publicação.
Segundo o relatório, mais de 20 hotéis da Accor teriam aceitado alojar crianças ucranianas a caminho de uma presumida deportação ilegal para a Rússia. O documento afirma que alguns hotéis russos teriam recusado partilhar informações confidenciais com a sede na França. A Grizzly Research sustenta ainda haver indícios de abuso sexual de menores nas reservas.
A Accor vem desde a invasão da Ucrânia pela Rússia suspendendo a abertura de novos hotéis na Rússia, mas mantendo operações em mais de 50 estabelecimentos. A empresa justifica a atuação contínua pela necessidade de apoiar os seus trabalhadores. Todos os hotéis Alegadamente envolvidos teriam abrangência internacional.
Desde fevereiro de 2026, investigadores teriam enviado pedidos de reserva para mais de 200 hotéis da Accor, com reservas aceites por hotéis em cerca de 20 países, segundo o relatório. A Grizzly Research também menciona, noutras regiões, que alguns hotéis teriam acolhido prostitutas. No documento, é discutida uma ligação entre o CEO Sébastien Bazin e Jeffrey Epstein.
A Accor afirma que treina regularmente a sua equipa para identificar sinais de tráfico de seres humanos e que realiza auditorias internas contínuas. O grupo disse ainda que, se as alegações se verificarem, tomará medidas legais contra todos os envolvidos. A veracidade das acusações permanece por confirmar até ao momento.
Contexto internacional e decisões legais
A organização internacional destaca que a deportação e exploração de crianças pode configurar crimes de guerra e contra a humanidade. Em março de 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de captura relacionados com a situação na Ucrânia, envolvendo figuras de responsabilidade estatal. As autoridades não comentaram novas informações oficiais até o fecho deste texto.
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