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ICNF faz fogo controlado no inverno para prevenir incêndios

ICNF faz fogo controlado no inverno para reduzir combustível, renovar pastagens e treinar equipas, já com mais de oitocentos hectares intervencionados no Norte

Fogo controlado pelo ICNF, na Serra do Marão, em Amarante
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  • O ICNF está a realizar fogo controlado no inverno para prevenção de incêndios e renovação de pastagens, já com mais de oitocentos hectares intervencionados na região Norte na campanha 2025/26.
  • Esta semana ocorreram ações em diversos locais, incluindo Ponte de Lima, Melgaço, Montalegre, Bragança, Ribeira de Pena, Vinhais, Arouca e Vale de Cambra.
  • O objetivo é criar pasto para gado e, ao mesmo tempo, gerar zonas de mosaico para reduzir a carga de combustível e facilitar o combate a incêndios no Verão; o fogo servido também como treino para os operacionais.
  • As ações contam com a participação de bombeiros, gabinetes técnicos municipais, UEPS da GNR e Corpo Nacional de Agentes Florestais, dimensionando meios consoante a parcela e a meteorologia.
  • O planeamento envolve os pastores da região; a época de queima decorre entre setembro e abril, dependendo do ano hidrológico e de fatores ambientais, com exemplos de renovação de pastagens na Serra do Marão.

O ICNF está a realizar fogo controlado durante o inverno com dois objetivos: controlar o combustível e renovar pastagens. As ações já abrangem mais de 800 hectares na região Norte, em campanha 2025/26.

As operações visam criar mosaicos de gestão de combustível e zonas de oportunidade de combate a incêndios, funcionando também como treino para operacionais. O fogo controlado de Inverno é apresentado como o melhor treino para o Verão.

As intervenções decorreram em vários concelhos esta semana, tais como Ponte de Lima, Melgaço, Montalegre, Bragança, Ribeira de Pena, Vinhais, Arouca e Vale de Cambra. As condições meteorológicas favoráveis permitiram o planeamento e a execução.

Nas serras do Marão e Montemuro já foram executadas cerca de 400 hectares, com equipas de bombeiros, técnicos municipais, UEPS da GNR e CNAF do ICNF a acompanhar. O objetivo é reduzir a carga de combustível e reforçar a proteção do território.

O planeamento envolve ainda pastores locais, com foco na renovação de pastagens onde existem gado maronês. O trabalho conjunto com produtores, como o caso de José Teixeira, ajuda a manter a atividade agrícola e a fixar pessoas no meio rural.

O envelope temporal da época de queima varia entre setembro e abril, dependendo do ano hidrológico, reprodução de espécies e valores ambientais. O Marão, área de Rede Natura 2000, requer ponderação adicional.

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