- O Irão intensifica ataques contra países do Golfo para pressionar economias mundiais, incluindo ameaças a grandes portos dos Emirados Árabes Unidos.
- Um drone atingiu um depósito de combustível junto ao Aeroporto Internacional do Dubai, provocando incêndio e a suspensão temporária de voos, que retomaram cerca de uma hora depois.
- Um incêndio abriu-se na Fujairah Oil Industry Zone, após ataque de drone a uma instalação industrial de petróleo em Fujairah.
- Um civil palestiniano foi morto num ataque com mísseis em Abu Dhabi; outros ataques com mísseis e drones ocorreram na região.
- O Ministério da Defesa da Arábia Saudita disse ter abatido múltiplos drones iranianos sobre Riade e a região ocidental, sem vítimas ou danos reportados.
Os Países do Golfo vivem uma escalada que ameaça pressionar as economias globais, com Teerão a anunciar novos ataques contra centros económicos, instalações dos EUA, portos e aeroportos.
Pela primeira vez, o Irão ameaçou atingimentos a bens de um país vizinho não americano, ordenando a evacuação de três portos dos Emirados Árabes Unidos, em meio a ataques contínuos na região.
Um drone atingiu um depósito de combustível perto do Aeroporto Internacional de Dubai durante a madrugada de segunda-feira, provocando incêndio e a suspensão temporária de voos internacionais. As operações voltaram gradualmente ao normal após cerca de uma hora.
Um incêndio semelhante ocorreu em Fujairah, numa instalação petrolífera, após ataque com drone na segunda-feira, segundo o governo local. A Fujairah Oil Industry Zone foi o alvo indicado.
Na mesma manhã, um civil palestiniano morreu num ataque com mísseis em Abu Dhabi, na zona de Al Bahyah, segundo autoridades dos Emirados. A agência de imprensa local confirmou o incidente.
Outros países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein, reportaram novos ataques com mísseis e drones na segunda-feira, segundo fontes regionais.
Defesa saudita e retaliação
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter abatido vários drones do Irão sobre Riade e a região ocidental. Não foram registadas vítimas nem danos relevantes, aponta o comunicado.
Perspetivas de Israel
A defesa israelita afirma ter destruído cerca de 70% dos lançadores de mísseis iranianos nas duas primeiras semanas de conflito, reduzindo capacidades de ataque. Israel refere ainda milhares de alvos remanescentes.
A ofensiva mantém o controlo do Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o comércio mundial, que permanece sob pressão do bloqueio iraniano. Washington tem falado em formar uma coalizão para policiar a via.
Cenário regional e consequências
A Agência de Notícias do Líbano relata uma morte num ataque aéreo israelita a uma casa no sul do Líbano. Autoridades líbias reportam outro ataque que matou dois paramédicos e feriu mais alguém.
As forças armadas israelitas afirmam ter aumentado a presença militar na fronteira com o Líbano, em defesa de comunidades contra ataques do Hezbollah, aliado do Irão. O conflito já provocou dezenas de mortes e deslocamentos maciços na região.
Mais de 800 000 libaneses foram obrigados a abandonar as suas casas, segundo a AP, refletindo o elevado custo humano da crise regional. O balanço de vítimas inclui milhares de mortos entre Irã, Líbano e Israel, com dezenas de militares estrangeiros também afetados.
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