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Família com quatro menores fica sem caravana onde vivia em Lisboa

Caravana que servia de habitação a família com quatro menores é apreendida pela Câmara Municipal de Lisboa sem aviso prévio nem apoio social

Autocaravana
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  • Uma família de seis pessoas, com quatro filhos menores, viu na segunda-feira o veículo (caravana) confiscado pela Câmara Municipal de Lisboa no Bairro Portugal Novo, sem aviso prévio nem acompanhamento social.
  • A caravana servia de habitação há dois anos, no Largo Roque Laia, e a situação de carência habitacional era do conhecimento da câmara, que tinha sido apresentada uma candidatura ao Programa de Arrendamento Apoiado.
  • O PCP afirma que a apreensão ocorreu sem aviso e sem apoio social, e acrescenta que a Junta de Freguesia do Areeiro também estava informada, tendo garantido que não sairiam sem uma solução.
  • A vereação comunista sustenta que a ação não resolve o problema e pode agravar a situação, apresentando um requerimento ao presidente da Câmara, Carlos Moedas, para esclarecer o confisco e o andamento da candidatura.
  • A agência Lusa questionou o gabinete do presidente da Câmara sobre o caso, aguardando resposta.

A família de seis pessoas que vivia numa caravana no Bairro Portugal Novo, em Lisboa, viu o veículo ser apreendido pela Câmara Municipal na segunda-feira. O veículo servia de habitação há dois anos, mas foi confundido com propriedade indevida, sem aviso prévio nem apoio social informado.

A situação envolve um casal com quatro filhos menores que residiam no Largo Roque Laia. Segundo o PCP, a caravana esteve sob a supervisão da autarquia, que já tinha conhecimento da carência habitacional grave da família e tinha apresentado uma candidatura ao Programa de Arrendamento Apoiado.

A operação foi executada pela Câmara Municipal de Lisboa, presidida por Carlos Moedas, sem qualquer acompanhamento social. A Junta de Freguesia do Areeiro também tinha conhecimento do caso e havia intervindo para manter a família em condições seguras, incluindo a poda de uma árvore acima da caravana.

O PCP contesta que a retirada não pode ocorrer sem acompanhamento social nem sem uma solução habitacional digna. A vereação comunista pediu, por carta, esclarecimentos sobre a motivação do confisco e o estado da candidatura ao Arrendamento Apoiado, questionando também a coordenação entre a Câmara e a Junta de Freguesia.

Para o PCP, as soluções de fundo passam pela resolução dos problemas que levaram à situação de sem-abrigo, como o acesso à habitação, desemprego e fragilidade financeira. A autarquia não apresentou até ao momento uma resposta oficial sobre uma alternativa para a família.

A agência Lusa questionou o gabinete do presidente da Câmara sobre o caso, mantendo-se aguardada uma resposta institucional.

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