- Estudantes de ensino superior privado pagam entre cinco e dez euros por dia por estágios clínicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), valor assegurado pelas instituições de ensino.
- As universidades privadas pagam aos hospitais ou centros de saúde para que os alunos cumpram estágios curriculares obrigatórios, como em Medicina ou Enfermagem, segundo a Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP).
- Em alguns cursos, os estágios representam cerca de duas mil horas de formação ao longo da licenciatura, com custo médio de 1,5 euros por hora, o que totaliza aproximadamente 3 mil euros por aluno.
- As escolas públicas estão isentas de contrapartidas, de acordo com despachos do Governo de 2004 e 2017.
- O setor afirma ver discriminação e pode recorrer ao Tribunal Constitucional.
Estudantes de Ensino Superior privado pagam entre 5 e 10 euros por dia por estágios clínicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A prática está a ser assegurada pelas próprias instituições de ensino.
A Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP) explica que as universidades privadas pagam hospitais ou centros de saúde para que os alunos cumpram estágios curriculares obrigatórios. Na Medicina e Enfermagem, por exemplo, os estágios poderão totalizar cerca de duas mil horas.
O custo médio é de 1,5 euros por hora, o que perfaz cerca de 3 mil euros por aluno ao longo da licenciatura. Em contraste, as escolas públicas costumam ficar isentas destas contrapartidas, segundo despachos governamentais de 2004 e 2017.
O setor privado denuncia discriminação face às escolas públicas e admite recorrer ao Tribunal Constitucional se não houver alterações. A situação é apresentada como uma diferença de tratamento entre privados e públicos no acesso aos estágios.
Em organismos de defesa do ensino privado, a discussão centra-se na necessidade de garantir qualidade e condições adequadas para os estágios, mantendo o equilíbrio financeiro das instituições. O tema ainda não produziu decisões finais.
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