- No dia 16 de março, a CP iniciou transbordos rodoviários em linhas encerradas pelo mau tempo Kristin, substituindo comboios por autocarros entre Abrantes e Covilhã (Beira Baixa) e entre Caldas da Rainha e Meleças (Linha do Oeste).
- O serviço Intercidades entre Lisboa e Covilhã mantém-se em comboio até Abrantes, seguindo de autocarro com paragens em Ródão, Castelo Branco, Fundão e Covilhã, em ambos os sentidos.
- Nos regionais da Beira Baixa, o transbordo rodoviário aplica-se entre Mouriscas e Ródão, devido à interdição entre Belver e Barca da Amieira.
- Em sentido oposto, a Linha do Oeste mantém grande parte dos horários, com três Inter-Regionais entre Caldas da Rainha e Coimbra e sem duas circulações diárias entre Caldas da Rainha e Leiria, nem a viagem Caldas da Rainha–Figueira da Foz.
- O Governo anunciou que, dos 346 cortes rodoviários provocados pelo mau tempo, 312 já estão resolvidos (90%), num esforço conjunto de mobilização de operacionais, viaturas, equipamentos e um complemento financeiro de 400 milhões de euros para recuperação.
Poucos dias depois de a tempestade Kristin ter destruído estradas e linhas férreas, a CP anunciou hoje, 16 de Março, a implementação de transbordos rodoviários em linhas encerradas pelo mau tempo. O serviço entre Lisboa e Covilhã passa a terminar em Abrantes, com autocarros a seguir até Covilhã, passando por Ródão, Castelo Branco e Fundão. O sentido inverso segue o percurso equivalente.
Na Beira Baixa, o serviço regional mantem transbordos entre Mouriscas e Ródão, porque a linha continua interdita entre Belver e Barca da Amieira. Já no Oeste, a CP disponibiliza um serviço rodoviário entre Caldas da Rainha e Meleças, com horários paralelos aos dos elétricos, embora com menos paragens e tempo de viagem mais longo.
A circulação de norte a sul nas Caldas da Rainha foi retomada, porém com apenas três comboios em cada sentido, em vez dos seis anteriores ao encerramento por causa do mau tempo. Mantêm-se a supressão de algumas ligações entre Caldas e Leiria e entre Caldas e Figueira da Foz.
Segundo a CP, o parque de material circulante enfrentou avarias graves, levando a suspensões diárias na Linha do Oeste. A empresa indicou ter encontrado uma margem temporal para reparar a frota diesel, ainda que não tenha explicado por que não retomou a operação normal na metade norte da linha.
Situação atual
O Governo anunciou que já foram resolvidos 312 dos 346 cortes rodoviários causados pela intempérie, correspondendo a uma taxa de recuperação de 90%. No conjunto da rede rodoviária e ferroviária, foram registadas mais de 4200 ocorrências, com mobilização de cerca de 2000 operacionais, 622 viaturas e 31 equipamentos pesados em momentos críticos.
O Ministério das Infra-Estruturas e Habitação registou o reforço de financiamento, com uma verba extraordinária de 400 milhões de euros destinada à recuperação das infraestruturas afectadas. O caso do viaduto de Casais, na A1, foi destacado pela rápida recuperação, concluída em 15 dias com apoio de entidades como o LNEC e a Brisa.
O governo destacou ainda o papel das equipas envolvidas na reposição de serviços, segurança e normalização da vida das populações afetadas. O BE de Torres Vedras elogiou a reposição do serviço de autocarros no Oeste, atribuindo a pressão mediática o efeito de obrigar à resposta.
- As autoridades públicas não divulgaram informações adicionais sobre a resposta formal do IMT à carta da CP, nem sobre eventual conteúdo de respostas. A CP não forneceu explicações adicionais sobre o atraso na recuperação completa da metade norte da Linha do Oeste.
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